<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356</id><updated>2012-01-13T15:03:13.014-02:00</updated><category term='Mario Pacheco'/><category term='M. C. Escher'/><category term='Queda'/><category term='Drawing Hands'/><category term='Revista Cult'/><title type='text'>Priscila Lopes</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>83</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-6223575564051454580</id><published>2012-01-09T10:54:00.003-02:00</published><updated>2012-01-09T11:07:26.207-02:00</updated><title type='text'>nota de ausência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;escrevo para informar que não escreverei por um tempo. quem acompanha sabe; eu já (não) fazia mais isso. ou, se fiz, foi raso. acho que volto. volto, sim. mas quero mudar o visual do blog, ou mudar-me daqui. promessas de ano novo, sabe como é. mas eu volto, prometo também.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-6223575564051454580?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/6223575564051454580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=6223575564051454580&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6223575564051454580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6223575564051454580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2012/01/nota-de-ausencia.html' title='nota de ausência'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5114358665347510870</id><published>2011-12-26T22:34:00.001-02:00</published><updated>2011-12-26T22:36:50.895-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;então eu era uma moça suave, e como um vinho eu descia; alguns me pegavam pra cheirar, outros me esperavam sangrar, e a me julgar davam notas que eu jamais me alcançaria.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5114358665347510870?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5114358665347510870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5114358665347510870&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5114358665347510870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5114358665347510870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/12/blog-post.html' title=''/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5569179644919673693</id><published>2011-11-03T16:07:00.003-02:00</published><updated>2011-11-03T16:25:21.977-02:00</updated><title type='text'>O pedido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com eles sempre foi tudo diferente. Foi ela quem fez O Pedido. E foi ele quem enrubesceu. Ela pediu gentilmente, como se na verdade não quisesse, que ele a esquecesse, e lentamente tomou de volta as próprias mãos, e lentamente obteve força nas próprias pernas para caminhar em sentido contrário, a favor do vento que encrespava o mar e lembrava aquelas tardes de outono e caos, em que barcos tentam se abrigar da chuva que nunca chega. Ele de alguma maneira tentou impedir alguma coisa, que talvez fosse a sua partida, ou apenas o gesto de ir daquela forma, sem muito dizer, sem carinho. Depois, o tempo passou tão depressa, e tantas coisas aconteciam, que eles até acreditaram que era pra (não) ter sido aquilo mesmo. Como as tartarugas que nascem e cegas se lançam das areias para o mar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5569179644919673693?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5569179644919673693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5569179644919673693&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5569179644919673693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5569179644919673693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/11/o-pedido.html' title='O pedido'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-1305912504019284695</id><published>2011-09-30T23:05:00.004-03:00</published><updated>2011-10-06T13:39:50.760-03:00</updated><title type='text'>mundo cão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Voltava do trabalho. Notei caminhando logo à frente uma mulher aparentemente vestida de capa de chuva. Andava como se lhe aguardasse um compromisso. Era noite e demorou para que eu percebesse, depois de tê-la notado, que a capa preta era na verdade um saco de lixo. Não chovia. Eu caminhava assim, olhando-a sem interesse, quando percebi também que a seguia um cão. Um cão pretinho com patas miúdas, que caminhava como ela, à procura. Apesar do cão estar sem coleira, ela parecia confiar que ele a seguia - ou talvez nem soubesse, talvez não importasse; pode ser. De repente, ocorreu diante dos meus olhos um dilema. Um senhor surgiu da escuridão com um laminado contendo restos de comida - tinha feijão, uns pedaços de carne - mas tão pouco que nem o cão se fartaria. O homem abaixou-se próximo a um poste e estendeu a comida ao cão - a mulher caminhava com o olhar sempre adiante, como se objetivasse algo muito além de alimento ou casa; nem sei se era lúcida, creio que não. Neste momento, o cão miúdo, o cão mixuruquinha, parou de súbito diante da comida, farejando-a ressabiado - sabe-se lá quantas vezes lhe ofereceram algo assim tão de graça, sem um ponta-pé em troca. Mas então o cão olhou para a mulher, olhou com um desespero, sabe? Ela caminhava já a alguns metros de nós - eu desacelerei as passadas para observar a cena, insistindo em meu peito que o cão, pelo amor de Deus, se alimentasse - mas ele ficou olhando para a mulher, olhando para o prato, olhando para a mulher... enfiou a cabeça no laminado, e mastigava com pressa olhando para ela, como que não querendo perdê-la de vista. Eu passei por ele, juro, com vontade de chamá-la, de dizer "este é seu cão!", mas sentindo uma coisa que não sei, aquela coisa que diz "que bobagem, esqueça isso!"; simplesmente entrei em meu prédio. Ao pisar em casa, lembrei do Duque, que me sabia chegando desde o barulho das chaves lá embaixo, e me aguardava sobre o sofá, meio agachado, chamando pra farra. Eu não tenho mais o Duque. Sem me desfazer da mochila, de nada, tornei a fechar a porta e desci as escadas com uma pressa no coração que tinha o compasso dos passos daquela mulher. Saí do prédio em direção ao poste, mas de longe já se via que o cão não estava mais lá. Aproximei-me para me certificar. Realmente, nem sinal do cão. Mas a comida, a comida estava ali no pratinho laminado. Praticamente intacta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;p style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Mundo Can&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Volvía del trabajo. Noté que caminaba delante de mí una mujer aparentemente  vestida con una capa para la lluvia. Caminaba como si la esperara un compromiso.  Era de noche y pasó tiempo hasta que me di cuenta, después de haberlo notado,  que la capa negra era en realidad una bolsa de basura. No llovía. Yo caminaba  así, mirándola sin interés, cuando advertí que también la seguía un perro. Un  perro negrito con patas menudas, que caminaba como ella, buscando algo. A pesar  de que el perro no tenía collar, ella parecía confiar en que la seguía —o quizás  ni lo supiera&lt;strong&gt;, &lt;/strong&gt;no importaba; puede ser. De repente, delante de  mis ojos sucedió un dilema. Un señor surgió de la oscuridad con un plato  laminado que contenía restos de comida —había porotos, unos pedazos de carne—  pero tan poco que ni el perro se llenaría. El hombre se agachó cerca del poste y  le esparció la comida al perro—la mujer caminaba con la vista siempre adelante,  como si su objetivo estuviera mucho más allá de alimento o casa; no sé si estaba  lúcida, creo que no. En ese momento, el perro diminuto, el pobre perro, paró  inesperadamente frente a la comida, husmeando con recelo —vaya uno a saber  cuántas veces le han ofrecido algo gratis y de ese tamaño, sin un puntapié a  cambio. Pero entonces el perro miró a la mujer, miró con desesperación, ¿me  entiendes? Ella ya caminaba a algunos metros de nosotros — yo desaceleré los  pasos para observar la escena, insistiendo dentro de mí para que el perro, por  el amor de Dios, se alimentara —pero se quedó mirando a la mujer, mirando el  plato, mirando a la mujer… metió la cabeza en el plato, y masticó con prisa  mirándola a ella, como quien no quiere perderla de vista. Yo pasé a su lado, lo  juro, con ganas de llamarla y decirle “¡Este es su perro!”, pero sintiendo un no  sé qué, eso que dice “¡Qué tontería, olvídate de eso!”; simplemente entré a mi  edificio. Al pisar mi casa, me acordé de Duque, que sabía cuándo yo llegaba por  el ruido de las llaves allá abajo y me esperaba en el sofá, medio agachado,  invitándome a hacerle fiesta. No tengo más a Duque. Sin sacarme la mochila ni  nada, volví a cerrar la puerta y bajé por la escalera con una prisa en el  corazón que tenía el compás de los pasos de la mujer. Salí del edificio en  dirección al poste, pero de lejos se veía que el perro ya no estaba más allí. Me  acerqué para estar segura. Era verdad; no había ninguna señal del perro. Pero la  comida, la comida estaba allí, en el platito laminado. Prácticamente  intacta.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: right;"&gt;Versión en español, por cortesía del amigo Raul Fitipaldi. Traducción: Tali Feld Gleiser.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-1305912504019284695?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/1305912504019284695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=1305912504019284695&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1305912504019284695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1305912504019284695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/09/mundo-cao.html' title='mundo cão'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-4650090802820236177</id><published>2011-09-12T16:10:00.001-03:00</published><updated>2011-09-12T16:12:29.335-03:00</updated><title type='text'>um jeito meu de me dar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de repente eu agi como se houvesse uma possibilidade absurda, como se eu quisesse alguma coisa além daqueles olhos ali me olhando; eu, que era tão de mim que vinha sendo, que não levava nada pra casa, assim de graça, nem trazia, nem me permitia emoções que transbordam, que fazem rir doendo, que fazem querer esconder o rosto - sem vergonha. comecei a entregar minhas malas todas a um ser estranho, recém nascido pra mim, recém nascido pro meu mundo, sobre o qual eu havia lido alguma nota de existência anos antes, e que não me chamou atenção, que me passou batido como muitas outras coisas passaram batidas até ali. de repente eu estivesse frágil, diriam, carente? não era carência, não era fragilidade; eu posso afirmar que estava em meu momento fênix, me restabelecendo de uma onda cinza, mas já me sentindo forte, dando braçadas por cima de outra onda de espuma branca, sem pensar em ninguém, sem ter o desejo abstrato do romântico; porque todo o romantismo havia se dissolvido em mim há algum tempo, e eu já estava cansada de forjar maneiras de permitir que ele me arrebatasse novamente; o romantismo estava vencido. as contas de casa, algumas, vencidas. e as relações todas; tudo. então eu encontrei essa reencarnação de alguma possibilidade que não tem nome - veja bem, tente entender minha dificuldade: é tudo muito sem nome, sem adjetivo, é tudo muito atual, no momento da fala - e entreguei aparentemente sem dificuldade quem era eu naquele momento - mesmo que eu não soubesse quem era. Eu fui dando assim, oferecendo, mostrando, como um fornecedor apresenta um catálogo, quase sugerindo as cores. e a pessoa que ouvia, a pessoa que me assistia ali com aqueles olhos que não me conheciam, recebeu aquilo de modo desvalorizado, como se aquilo fosse um costume meu de me dar; não era. e agora eu não sei como eu pego isso tudo de volta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-4650090802820236177?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/4650090802820236177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=4650090802820236177&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4650090802820236177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4650090802820236177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/09/um-jeito-meu-de-me-dar.html' title='um jeito meu de me dar'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5881809329419571816</id><published>2011-07-26T17:59:00.003-03:00</published><updated>2011-07-26T18:14:51.852-03:00</updated><title type='text'>o mergulho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começaram contando até três, e afundaram. Segundos ocos aqueles, com marteladas mudas e tiros nus; mas era água só, e a sede deles, os dois inchados feito peixes, olhando-se entre bolhas; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vamos voltar?&lt;/span&gt; Voltaram. À superfície pareciam respirar um ar urgente e findo, como se voltassem à vida e fosse aquela a última chance. Um-dois-três, mergulharam. Arraias, areias, arranha-céus. Estrelas-do-mar, recifes, cavalos-marinhos. E os dois se olhavam sem ar, os dois a tatear o fundo do aceano do mar. Um-dois-três e já! Cabeças fora d'água, respirando feito filhotes que acabaram de nascer. Era o mundo de novo, um espaço aberto entre cores e sons. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo bem?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo bem&lt;/span&gt;, e pronto. Embaixo d'água novamente, a vida se revelava como um ultrassom; e os dois boiando, boiando, sendo simples. De repente, não se sabe o que que deu, ela tomou impulso com os pés-de-pato, ele deu umas braçadas ao norte, e eles se chocaram, snork contra snork, um-dois-três-e-já. Já eram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5881809329419571816?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5881809329419571816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5881809329419571816&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5881809329419571816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5881809329419571816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/07/o-mergulho.html' title='o mergulho'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-591236711205331209</id><published>2011-07-08T23:48:00.000-03:00</published><updated>2011-07-08T23:49:36.745-03:00</updated><title type='text'>adeus azul</title><content type='html'>o adeus tem cor azul&lt;br /&gt;a chegada é amarela, já reparou?&lt;br /&gt;o adeus, como está em tudo&lt;br /&gt;desperdiçado, comunitário&lt;br /&gt;de todos é, e pra todos é&lt;br /&gt;sendo o que foi e será&lt;br /&gt;o adeus está, e esteve, foi&lt;br /&gt;o que eu quis esconder um dia&lt;br /&gt;pra depois me lembrar, pois&lt;br /&gt;o que passou foi bom, e nem tanto assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando era o adeus uma irmã,&lt;br /&gt;sabia de tudo, cobria tudo&lt;br /&gt;uma alameda por onde passavam casais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois o adeus foi ficando distante da gente,&lt;br /&gt;como se tivesse crescido, como se amadurecido&lt;br /&gt;não pudesse falar, nem lembrar, de tempos atrás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje o adeus anda nas esquinas&lt;br /&gt;embaixo dos viadutos, procura suspenso&lt;br /&gt;um ar absoluto, de quem encontrou a paz&lt;br /&gt;- por cima da gente o adeus nos cumprimenta&lt;br /&gt;e às vezes inventa que fomos amigos,&lt;br /&gt;nos amamos mais e mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu deixo para ele umas moedas&lt;br /&gt;nem por dó, nem por estar só&lt;br /&gt;e ele me recebe ainda&lt;br /&gt;porque é linda, linda demais&lt;br /&gt;a lua, a rua, as coisas todas&lt;br /&gt;que juntos juramos esquecer - e faz&lt;br /&gt;uns anos e uns trocados&lt;br /&gt;que eu não me esqueci.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-591236711205331209?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/591236711205331209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=591236711205331209&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/591236711205331209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/591236711205331209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/07/adeus-azul.html' title='adeus azul'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-9027367862003457547</id><published>2011-06-14T16:45:00.002-03:00</published><updated>2011-06-14T16:49:13.442-03:00</updated><title type='text'>vermelho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;todos diziam que isso que era bonito neles. que desde o princípio tinham tudo a ver, mas ele muito tímido, e se conheceram depois que ela já namorava o outro. que ela sempre demonstrou interesse nas frases dele, de perguntar "ahm? por quê?" e rir do que ele nem tinha dito e ela havia entendido; detalhes dela que ele já sabia: o jeito de pegar nos talheres, de colocar o cabelo pra trás quando ria, de fingir que ia prendê-los e soltar, de escrever poemas e gostar de vermelho; mas ela sempre muito ocupada com o outro, não lhe prestava atenção, não lhe sabia os detalhes. parecia que ele sentia tudo sozinho! até que um dia, com a maior brevidade que cabia no sutil, ela olhou para ele, os dois sem dizer, e ficou dito. mas a vida continuou assim, e isso que era bonito neles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-9027367862003457547?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/9027367862003457547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=9027367862003457547&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/9027367862003457547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/9027367862003457547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/06/bonitinhos.html' title='vermelho'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-1123046231222322495</id><published>2011-05-27T14:13:00.000-03:00</published><updated>2011-05-27T14:14:06.137-03:00</updated><title type='text'>então era isso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;então eu era essa palavra que estavam esperando; talvez um sim ou um não, alguma sentença de alívio, uma decisão depois da decisão. E eu descia os degraus, e subia escalando. Eu estava leve de uma leveza bruta, de uma sensatez estúpida e entorpecida. Eu estava diferente, sendo eu mesma. Daí me confortei com o que eu tinha do que eu não tinha mais, e se queria ainda ou não, era isso que eu tinha, e me aliviava, cada vez mais eu me aliviava, como se tirasse as roupas e as deixasse caídas ao chão; de uma nudez travestida, de uma nudez neon, eu era um sapo, uma princesa, eu era a madrasta, eu era uma porção de personagens cabíveis que não se continham unicamente em mim, e me extravasam, e todo mundo ficava sabendo. fora isso eu não era mais nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-1123046231222322495?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/1123046231222322495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=1123046231222322495&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1123046231222322495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1123046231222322495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/05/entao-era-isso.html' title='então era isso'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-2873425515088206575</id><published>2011-05-19T18:35:00.004-03:00</published><updated>2011-05-20T08:56:10.462-03:00</updated><title type='text'>a dor perfeita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De novo a dor. Quando ela chega, toda elegante, carregando a frieza como uma mulher de scarpin carrega a sua bolsa, eu finjo que nunca a tinha visto para vê-la enfim despir-se para mim outra vez. Reparo nela como quem aprecia um vinho antes de tomá-lo. Eu a contorno, quase como se a reconhecesse, mas para não desapontá-la, eu me entrego e choro. Penso em quantas vezes a revisitei de ângulos diferentes; às vezes chegava pela direita, às vezes pela esquerda, vinda de leve de cima, por baixo; nunca contudo atingindo o seu centro, nunca conseguindo – ainda buscando – a sua totalidade encarnada; como se fosse eu a adulta e ela a criança, eu tentava me fazer pequena para viver com ela aquele mundo, e fingia que no fundo eu não sabia que ela um dia passaria; que nem ela nem eu – a adulta – éramos permanentes. Eu cultivei a dor enquanto ela brotava porque entendo que ela me situa mais que a alegria. A alegria é uma moleca desvairada que vai pra todos os lados, indecisa e absurda, precisando ter limites e não querendo. A alegria faz eu me sentir injusta com alguém, como quando tomo água da torneira enquanto crianças padecem de sede e em algum lugar do mundo alguém paga cinco euros por ela. Mas a dor está toda aí de graça, e precisa ser valorizada. Chega em silêncio se instalando, e ninguém diz nada; então ela arma um escândalo, derruba muros, se embebeda e atropela; chega em casa tomada de humilhação e revolta, como um filho que volta da escola com o olho roxo; e eu só posso amá-la, vai passar, eu te amo, minha dorzinha. Procuro um cicatrizante pra ela, ela não sabe que está tomando o remédio da sua morte; eu penso em como quero ser alguém legal pro mundo, no quanto posso ainda fazer força, a minha parte; penso em como tudo é perfeito assim, em seu modo de respirar, até os seres sem pulmões, eles também compartilham esse ar, o ar da dor; linda ela, perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-2873425515088206575?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/2873425515088206575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=2873425515088206575&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2873425515088206575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2873425515088206575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/05/dor-perfeita.html' title='a dor perfeita'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-1588618215273529410</id><published>2011-05-10T18:12:00.001-03:00</published><updated>2011-05-10T18:16:06.206-03:00</updated><title type='text'>carta amiga</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa é uma vida de possibilidades, e de renúncias. Cada possibilidade, uma renúncia ou mais. A gente parece que nasce sabendo um monte de coisa, e à medida que cresce vai ficando mais estúpida em relação à vida. Não sei. Parece. Aumentam-se os temores. Talvez a dramatização diminua, é. A gente meio que perde a cara de pau pra ser dramática quando alcança os trinta. Eu tô quase lá. De vez em quando rola um draminha. De leve. Tanto que ninguém fica sabendo. Estou cada vez mais sendo de mim; minha boneca. Faço escândalos internos, fico magoada; depois passa. Não sei se contigo é assim. Tu és mais escancarada. Às vezes atrapalhadamente escancarada, porque, claro, é difícil encontrar a medida de ser. Eu sou contraída. Você expansiva. Acho. E invejo isso de uma maneira boa que me faz ser tua amiga, conviver, tentar ser mais - ou menos - alguma coisa. Invejo os que choram pra fora, os que se rasgam, os que se emocionam, apertam, pedem que não se vão, ligam de madrugada, entopem as caixas de mensagem das pessoas; essas pessoas não se torturam. Se soubessem a hora de parar - como eu não sei; já que eu nem chego a dar a partida - seriam tão mais acima dos outros mortais. Não sei por que te falo dessas coisas. Quando eu te conheci, e eu tinha o que, uns 18 anos, primeiro que eu não imaginava continuar tua amiga vendo os trinta chegar - naquela época de "efervescência" a gente não esperava nem o pôr-do-sol junto. Dez anos depois, ainda somos jovens, e já não somos mais. Tenho três sobrinhos, uma afilhada. Fiquei pra titia, nega. Troquei as crônicas do Veríssimo pelos poços profundos do Caio Fernando Abreu; não ouço mais hardcore, mas fiquei pesada. E também comecei a sentir certos arrependimentos. Se eu pudesse voltar atrás uma única vez na vida, não sei se voltava pra barriga da mamãe ou se pro vestibular, a tempo de escolher algo promissor. Fora o desejo de voltar praqueles dias de sol nos bancos da Federal, ou antes: praquelas tardes de domingo tomando banho de mangueira na casa da vó. Sabe, amiga, certas coisas levam anos. E são levadas por eles. Bom que você &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ficou&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-1588618215273529410?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/1588618215273529410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=1588618215273529410&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1588618215273529410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1588618215273529410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/05/my-friend.html' title='carta amiga'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-6221055071985985411</id><published>2011-03-24T11:26:00.001-03:00</published><updated>2011-03-24T11:27:54.162-03:00</updated><title type='text'>lá</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;por muito tempo eu pensei em não ir; não estava lá, portanto, por que ir? e quem estava, já fazia  tanto tempo, já fazia tão pouca falta, então pra quê? quando me disseram que havia lá alguma coisa que não sabiam nem dizer o que, eu até pensei em ir, para descobrir mesmo, ou para confirmar; porém avisaram, como se soubessem com certeza, que eu não poderia voltar. ah, pensei, se ir não fosse tão definitivo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-6221055071985985411?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/6221055071985985411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=6221055071985985411&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6221055071985985411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6221055071985985411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/03/la.html' title='lá'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-3386008810315969043</id><published>2011-03-09T11:32:00.004-03:00</published><updated>2011-03-09T11:43:33.852-03:00</updated><title type='text'>melembro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;às vezes eu me lembro de coisas que eu acho ninguém vai lembrar e sobe por dentro de mim e desce por dentro de mim até parar e eu esquecer de lembrar de novo dessa coisa que eu penso comigo de vez em quando e que não posso contar a ninguém porque só eu que me lembro acho só eu que me basto no acaso do que sou agora e ninguém vai perceber ainda que todo mundo diga que sempre soube que sempre é que sou mas desconfio que não sabem o quão profundo é o fundo da vida rasa que me arrasta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-3386008810315969043?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/3386008810315969043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=3386008810315969043&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3386008810315969043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3386008810315969043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/03/melembro.html' title='melembro'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5798982689630278663</id><published>2011-02-21T10:40:00.007-03:00</published><updated>2011-02-21T10:52:27.435-03:00</updated><title type='text'>O Cara</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cara acendeu um cigarro. O cara acendeu um cigarro e jogou qualquer coisa fora. "Qualquer coisa" não porque fosse uma coisa qualquer, mas porque de onde eu estava não podia saber. O cara jogou o corpo pra trás no banco de madeira e deixou-se escorregar, penso, pra fumar com tranquilidade - até então o cara tava puto ou alguma coisa assim. As pessoas do lado do cara começaram a fungar e fazer cena de que não suportavam cigarro, ou fumantes - o que dá quase no mesmo embora o segundo caso seja mais grave, um tipo xenofobia. O cara olha pro cara da moto, os dois se engasgam, e o cara da moto quase atropela um cachorro. O cara fica puto. Não porque goste de animais, ele não tem a menor cara. Não sei por que então. Uma mãe passa o filho pro outro lado por causa do cigarro - ou do cara. Vai passando o tempo assim, essa tensão, esse thriller; daí então chega o ônibus, o cara se levanta assim, cheio de dominância; o cara vai andando em direção ao motorista, espera todos entrarem - não por educação, mas por privacidade que quer ter ali, na hora; nem pensa - e pergunta - cigarro nos lábios, olhos piscando na fumaça: "Esse ônibus aí... passa lá na Rua das Margaridas?". O motorista olha pra ele e bufa num riso; abana a cabeça negativamente. "O ônibus que passa lá fica na plataforma B." O cara passa o antebraço na testa pra secar, olha pra tal plataforma B, olha pro motorista. Ônibus ligado, fábrica de ar quente. "Aquele ônibus é muito caro", pensa o cara. "Duas quadras é quase nada", diz o cara. O cara apaga o cigarro com o pé direito, solta a fumaça e entra no ônibus. Lá dentro, ninguém mais repara nele; uns de fone de ouvido, outros conversando com os que estão em pé. Ninguém desconfia,  mas ele é O Cara.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5798982689630278663?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5798982689630278663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5798982689630278663&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5798982689630278663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5798982689630278663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/02/o-cara.html' title='O Cara'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-6440065618561454663</id><published>2011-02-18T09:45:00.004-02:00</published><updated>2011-02-18T09:52:29.761-02:00</updated><title type='text'>Resultado do II PRÊMIO LITERÁRIO CIDADE POESIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;" class="MsoNormal" align="center"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Associação de Escritores de Bragança Paulista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Resultado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CATEGORIA: CONTO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A  Associação de Escritores de Bragança Paulista – ASES – tem o prazer de  divulgar o resultado do II Prêmio Literário Cidade Poesia. A solenidade de entrega de prêmios e o lançamento da antologia estão  previstos para o segundo semestre de 2011, possivelmente nos meses de  agosto ou setembro. Entraremos em contato com todos os autores abaixo  relacionados a partir do próximo mês de março.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor conto na categoria "autor bragantino":&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elixir da longa vida&lt;br /&gt;Autora: Milena Dias de Paula – Bragança Paulista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Categoria Geral &lt;/span&gt;(mais de 400 inscritos)&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1° lugar:&lt;br /&gt;O polvo&lt;br /&gt;autora: Rita Isabel dos Reis Garcia Fernandes – Amora - Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2° lugar:&lt;br /&gt;A maçã&lt;br /&gt;autor: Camões Ribeiro do Couto Filho – Taubaté – SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3° lugar:&lt;br /&gt;São Raimundo da Viola&lt;br /&gt;autor: Jorge Sebastião dos Santos – Belo Horizonte – MG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MENÇÕES HONROSAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;( em ordem alfabética de autores)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Quimono&lt;br /&gt;André Kondo – Jundiaí – SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depoimento&lt;br /&gt;Benilson Toniolo – Campos do Jordão – SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cabelo loiro&lt;br /&gt;Gracieli Borges Ferreira de Souza – Alfenas – MG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torta de Palmito&lt;br /&gt;Henrique Alberto Alves Ferreira – Diamantina - MG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bio Boi&lt;br /&gt;João Paulo Parísio – Jaboatão dos Guararapes – PE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;A maçã do amor&lt;br /&gt;Priscila Lopes – Florianópolis – SC&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Pirilampos&lt;br /&gt;Renato Benvindo Frata – Paranavaí – PR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DEMAIS CLASSIFICADOS PARA A ANTOLOGIA&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;( em ordem alfabética de autores)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  O arranjo&lt;br /&gt;Ana Cristina Mendes Gomes – Rio de Janeiro – RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O ateu que acreditava em Santos&lt;br /&gt;Anderson Ferreira S.Alcântara – Goianésia- GO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obsessão&lt;br /&gt;António José Barradas Barroso – Paredes – Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rei velho,  Rei Novo&lt;br /&gt;Bethânia Pires Amaro – Salvador - BA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A catequese&lt;br /&gt;Dinis Reis Sutil Miracho – Lisboa – Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vó Lucrécia&lt;br /&gt;Evandro Figueiredo Cândido- Elói Mendes –MG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Livro de Sonhos&lt;br /&gt;Iverton Gessé Ribeiro Gonçalves – Nova Prata – RS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Manhã de inverno&lt;br /&gt;Paulo César de Oliveira Tórtora – Rio de Janeiro –RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desatentado&lt;br /&gt;Ricardo Maggessi Viola – Lambari- MG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Homens&lt;br /&gt;Rodrigo Alfonso de Figueira – Porto Alegre – RS&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;" class="MsoNormal" align="center"&gt;* * *&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Se deseja adquirir um exemplar do meu livro de contos diretamente comigo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;escreva para&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;pricostalopes@gmail.com&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Obrigada!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-6440065618561454663?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/6440065618561454663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=6440065618561454663&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6440065618561454663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6440065618561454663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/02/resultado-do-ii-premio-literario-cidade.html' title='Resultado do II PRÊMIO LITERÁRIO CIDADE POESIA'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5872786461665149626</id><published>2011-02-08T16:39:00.003-02:00</published><updated>2011-02-17T16:02:21.913-02:00</updated><title type='text'>canção de consolo</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;pra quando lembrar, cessar o olhar nesse outro ser; deixar entrar no teu coração o sim do não que passamos juntos. pra quando lembrar, não restar nenhuma dúvida pendurada em tua garganta, nenhum furor, nenhuma fama, e podermos lamentar o que não fomos quando tínhamos; pra quando lembrar, meu bem, estarei disposta a esclarecer o que tiver de esclarecer, e contigo esquecer o que agora não consigo; eu só te peço que não, não nessa encarnação, enquanto somos o que nós temíamos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5872786461665149626?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5872786461665149626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5872786461665149626&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5872786461665149626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5872786461665149626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/02/pra-mim-ficou-claro-que-cabem-na-cama.html' title='canção de consolo'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-2770445452571715187</id><published>2011-02-04T15:42:00.002-02:00</published><updated>2011-02-04T15:49:12.844-02:00</updated><title type='text'>intervenção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro, eu não era tão nova que não pudesse acreditar; nem tão limitada que não pudesse alcançar. Eu só tive medo, e não sabia antes do quê. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antes&lt;/span&gt; era um vidro embaçado. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antes &lt;/span&gt;era uma espinha de peixe de lado na garganta. Você sabe sobre o que  eu estou falando, até quem não passou por isso faz uma ideia. Depois éramos tarde demais - eu sempre volto nesse ponto que não-sei-bem-o-que-é-isso. E viemos antes que todos pudesssem se prevenir, fizemos planos "incumpríveis" - e criamos um dicionário todo nosso, do qual hoje não posso fazer uso com mais ninguém; vivo a evitar certas palavras. Assim: eu fui desistindo, você foi desistindo, a gente nem se fez. Vale lembrar que eu te avisei, e você me avisou, como era impossível de se conviver, ainda que a gente tenha encontrado nessa coincidência a oportunidade boba de fazer durar alguma coisa. Após esses rodopios do tempo envolta da gente, eu me recordo não que te perdi, mas que te esqueci de trazer, e já não sabia onde havia posto, e como sempre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estou atrasada, tenho que ir, vou andando...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu te espero ainda; como quem sonha em ganhar na Mega Sena, e não joga.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-2770445452571715187?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/2770445452571715187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=2770445452571715187&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2770445452571715187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2770445452571715187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/02/intervencao.html' title='intervenção'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5575812455681183040</id><published>2011-01-20T14:06:00.003-02:00</published><updated>2011-01-20T14:14:22.074-02:00</updated><title type='text'>Selecionada no III Prêmio Literário Canon de Poesia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com tema livre, o concurso, que teve sua abertura na 21ª Bienal  Internacional do Livro de São Paulo, recebeu mais de 3 mil inscrições. Foram escolhidos os 50 melhores textos, que serão reunidos em um livro a ser lançado nos primeiros meses de 2011.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Disponível em: http://www.canon.com.br/Noticias.aspx?id=24377&amp;amp;origem=2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedidos...&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt; 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 mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Corpus Triste&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ando à beira do teu pesadelo-mãe. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Teu espectro na janela do banheiro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- a visão exacerbada de um anjo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para dentro das minhas trevas atravessam,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;contemplam meu aspecto macilento&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- anunciação.&lt;/p&gt;Receio que esteja incomodando  &lt;p class="MsoNormal"&gt;esse parafuso em tuas mãos,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;esse para-raio em teus cabelos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há tanta soberba, comentas,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;eu sou teu irmão!&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nossos corpos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- vasos das mesmas mãos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;: veneram opostos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- hóstias hostis.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(não creio em sono que perdure)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Durmo durante o dia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;À noite a Terra grita&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- garganta em mim.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5575812455681183040?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5575812455681183040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5575812455681183040&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5575812455681183040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5575812455681183040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2011/01/selecionada-no-iii-premio-literario.html' title='Selecionada no III Prêmio Literário Canon de Poesia'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-8519053966228535540</id><published>2010-12-13T16:42:00.003-02:00</published><updated>2010-12-13T17:08:58.803-02:00</updated><title type='text'>a coisa mais precisa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após todas as idas&amp;amp;vindas de ejaculações dramáticas, eles ficaram um  ano sem se falar sem que tivessem tomado decisão alguma; sem que agora  recordassem quem foi o último a se pronunciar e o que disse para o outro  tê-lo deixado sem resposta. Até então eles eram uma soma de traições e  verões inflamados em que se devoraram; duas flores carnívoras. Sempre  voltavam. Aí ela veio com aquela história de que iria se casar, de que  ele não a levava a sério e agora nem ela sabia se o levava. Depois ela  foi sumindo aos poucos e sem noção, não respondia em tempo hábil de se  encontrarem, desativou o único número que tinham para contato, e foi  desabando tudo que era ponto de referência seu na internet; virou a  realidade numa tormenta tamanha que ele passou a depender dela pra tudo,  até para se comunicar em pensamento. Então ele arrumou outra, e foram  sendo os dois assim por um tempo: ela esposa, ele namorado. Sempre  voltando para a sede que ainda tinham, mas tomando goles cada vez mais  difíceis de descer - tinha coisa até que empurravam goela abaixo como se  fossem obrigados a engolir aquilo. Não eram. E ela lhe chegou, depois  de uns três meses sem dizer nem ver, chegou para ele com palavras  escritas e contou sem que sentisse necessidade mais de ser  melodramática, sem que sentisse mais necessidade dele até, ela contou  que estava grávida. Do outro, claro, do verdadeiro, o vencedor, o  todinho dela; e ela todinha do outro agora, abraçada pelo meio das  pernas, chocando. Ele, ao ler aquilo, choveu. Ele molhou. Ele chupou os  lábios pra dentro da boca que não tinha nem o que responder. Quase uma  década de ponderações métricas sobre se aquilo era mesmo o melhor a  fazer, voltarem; aguardando uma resposta divina que chegasse e tomasse  por eles a decisão sem que doessem, esperando, sabe-se lá, que alguém  morresse ou os raptasse ou os mudasse de plano espiritual; para chegar  "ao final", e a Vida lhes dar a única definição, a coisa mais precisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-8519053966228535540?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/8519053966228535540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=8519053966228535540&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/8519053966228535540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/8519053966228535540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/12/coisa-mais-precisa.html' title='a coisa mais precisa'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-717836476336243096</id><published>2010-11-25T17:58:00.002-02:00</published><updated>2010-11-25T18:01:47.327-02:00</updated><title type='text'>valer a pena</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span title="Duplo clique para ver definição" style="cursor: pointer;"&gt;Comecei a sentir pena do mundo, e eu estava dentro. A gente ficava cada vez mais triste, cada vez mais querendo e faltando, empurrando e não indo; as coisas aumentando a nossa volta e a gente encolhendo. Lembro-me que abracei uma criança, agachada atrás de um balcão, e fiquei do seu tamanho para lhe dizer que não crescesse, senão não passaria mais naquela porta para o mundo das maravilhas, que é como aquelas portinhas do desenho do Tom&amp;amp;Jerry - que eu nem sei se ainda é transmitido na TV, porque eu encolhi com o mundo mas sou dessas coisas grandes e destrambelhadas como, como um elefante, é, um elefante animado e rosa, que faz dom-dom dom-dom quando caminha, mas a gente caminha feito formiga intoxicada, cada um com seu nada, e todo mundo querendo, puxando; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ok, baby&lt;/span&gt;, generalizei - sou do tempo que se falava "baby" com um cigarrinho pendurado nos lábios - nem todo mundo é assim puxando, querendo, apertando; não é. Mas ainda é de dar pena. Tanta pena tanta, que eu fico com vontade de abraçar as pessoas - até aquelas que escorrem por boeiros nas cidades - e fazer silêncio, que vai melhorar, que tamo junto, que vou ficar aqui no mundo com elas, até passar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span title="Duplo clique para ver definição" style="cursor: pointer;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-717836476336243096?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/717836476336243096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=717836476336243096&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/717836476336243096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/717836476336243096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/11/valer-pena.html' title='valer a pena'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-6393809927370728172</id><published>2010-11-22T17:08:00.004-02:00</published><updated>2010-11-23T17:04:44.685-02:00</updated><title type='text'>cera quente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Era fácil assim. Você me entregava uma verdade tão absurda que era quase surreal, e eu achava admirável tamanha sinceridade; eu te sorria. A gente se abraçava no mundo e comemorava o encanto que éramos, de discretos e honestos e inocentes. Eu te dava paciência, e a paciência era também o nosso pão; a gente comia disso todo dia sem reclamar. E tu me davas uma porção de coisinhas, como estrelinhas de pelúcia coloridas, como esses móbiles de berço de bebê. Eu estava te esperando. Mas eu só estava te esperando porque você estava se preparando para mim. Você um dia iria chegar, e seria muito melhor que aquilo – se aquilo já era bom, com todos os seus defeitos, imagina quando ficasse; quando a gente progredisse e eu não tivesse mais que te dar paciência e nem tu explicações. Não foi bem assim, devo admitir. Quero dizer, você até que fez a sua parte. Quando chegou a minha vez, eu calei a voz do peito mas ainda ouvia os gritos que abafava para que tu não soubesses que eu era uma corrompida, que minha força era fraca. Depois você foi ficando cada vez melhor pra mim e quanto mais isso acontecia, mais eu enxergava que o que vivera até então era uma ilusão, uma falta de amor próprio; que não deveria nunca ter ficado esperando por ti, porque na época tu não valias nada. E eu comecei a recapitular nossos momentos, e a perceber o quanto eu já estava neles e tu inatingível: o último dia dos namorados, em que você escreveu no box que eu era uma bonitinha – depois fiquei sabendo através de um amigo, por acaso e sem malícia, que para ela havias feito assim o convite pra se casarem. Sabe, eu comecei a te conhecer depois de um ano e a descobrir que não havia conhecido, e que o que havíamos vivido era superficial. E em vez de me tornar uma pessoa agradecida, por teres te tornado muito mais do que eu pedira, eu comecei a ter por ti um sentimento que não é nem de raiva nem de dor, mas tão parecido com a simbiose disso que posso chamar de mágoa. Se o tempo todo poderia ter sido assim, por que não foi? Por que agora? Onde esteve esse tempo todo, e o que pensava, o que sentia? Essas perguntas todas não te faço – o tal grito que calo com teus lábios – pensamento que espanto feito moscas. Mas uma decisão eu tomei, e serei fiel a ela como não foste a mim: eu vou tirá-lo de mim. Infelizmente, não vai dar pra ser agora, com estupidez e arrogância – eu suporto uma depilação com cera até duas vezes por mês e não suportaria isso. Decidi que será como arrancar um adesivo que há muito tempo foi colado ali. Tem que ser pelas pontinhas, distraidamente, de vez em quando, talvez até molhar um pouquinho. Se eu arrancar de repente, pode deixar o rastro do teu papel, e eu não quero viver por ti o que tu viveu por ela e não me deixou ser feliz. &lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-6393809927370728172?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/6393809927370728172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=6393809927370728172&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6393809927370728172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6393809927370728172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/11/outravez.html' title='cera quente'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-6550367903733520462</id><published>2010-10-25T16:49:00.001-02:00</published><updated>2010-10-25T16:51:01.695-02:00</updated><title type='text'>já ia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu já sei o que você vai dizer. Que eu já tenho trinta anos na cara, que já pensei que não amaria de novo antes, e várias vezes, que eu já perdoei coisa pior e já pedi perdão por coisa que-meu-deus-do-céu; que eu era um galinha escroto aos vinte e sou uma mulherzinha atordoada aos trinta. Depois eu vou te lembrar das tuas também: daquela vez que você ameaçou se afogar na lagoa, morrer de amor; caminhou uns cem metros adentro com a água ainda na cintura, e a guria te olhando da beira da praia, a galera toda assistindo, deixando pra ver até onde você ia; você é muito raso, meu amigo, você não corre riscos. Conheceu, casou, deu; filhos, videoteca, casa no sítio. No fundo, eu queria ser você e você queria ser mais eu; mas não deu, pronto, chega.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-6550367903733520462?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/6550367903733520462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=6550367903733520462&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6550367903733520462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6550367903733520462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/10/ja-ia.html' title='já ia'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-3533002552515844487</id><published>2010-10-09T19:46:00.001-03:00</published><updated>2010-10-09T19:47:01.513-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Raios! Maçãs premonitivas atacam sendo. Ontem éramos hoje, e nunca saberemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-3533002552515844487?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/3533002552515844487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=3533002552515844487&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3533002552515844487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3533002552515844487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/10/raios-macas-premonitivas-atacam-sendo.html' title=''/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-3403550840627698149</id><published>2010-09-20T17:56:00.003-03:00</published><updated>2010-09-23T09:09:47.512-03:00</updated><title type='text'>caraminholas</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Primeiro assim: pontinhos coloridos; depois começam a girar girar e esticar as cores até formar dois caracóis médios; então sai do papel e vai um caracol pra cada lado da minha cabeça; ficam girando na altura da orelha; eu olho assim pro mundo, e os caracóis girando pra que eu ouça suas cores; parece um disco na vitrola, mas em vez de som começa a vir um cheiro, o cheiro dessa coisa de que necessito, e que chamo com uma quase alegria de inspiração; acho bonito o nome e começo a senti-lo, calculadamente; até que os caracóis ficam muito mais rápidos do que cabe em mim ouvir cheirar e eu começo a escrever escrever escrever como se os dedos tivessem a medida dos giros e o mundo fosse ter fim; eu escrevo giro escrevo giro escrevo giro e de repente acaba, como a criança que é parada num carrossel pela estupidez carinhosa da mão de um adulto; e tudo pede pra eu ter calma, e tudo diz que vai voltar, calma, vai voltar, mas eu sempre desconfio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-3403550840627698149?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/3403550840627698149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=3403550840627698149&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3403550840627698149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3403550840627698149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/09/caraminholas.html' title='caraminholas'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-3405395546941121772</id><published>2010-09-13T10:43:00.001-03:00</published><updated>2010-09-13T10:45:17.993-03:00</updated><title type='text'>medo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;andei com medo. andei com medo abri uma porta e tranquei o medo lá dentro; era minha aquela porta, era minha. subi uma montanha, subi o mais alto que pude, deixei o medo lá mesmo; ele voltou rolando por cima de mim, descemos morro abaixo, trepidantes os dois de encontro aos rochedos. atirei o medo às ondas que estalavam ameaçadoras emergindo rupturas; o medo estava quase se afogando. o medo tem medo da água, de altura, de quartos escuros; o medo é meu; só eu sei o quanto tenho medo de perder o medo, e ir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-3405395546941121772?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/3405395546941121772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=3405395546941121772&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3405395546941121772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3405395546941121772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/09/medo.html' title='medo'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-4061339057946315014</id><published>2010-09-01T15:18:00.011-03:00</published><updated>2010-09-01T16:12:47.207-03:00</updated><title type='text'>alguns registros do lançamento em Floripa</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Coquetel de lançamento de "Uns traços, todos imponderáveis"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: Leonardo Gaudio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6ZnPOBe_I/AAAAAAAAATA/AUoyRu79PTE/s1600/16082010-DSC_0053.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512011893327363058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6ZnPOBe_I/AAAAAAAAATA/AUoyRu79PTE/s320/16082010-DSC_0053.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Café Cultura Bistrô&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512012454501997314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6aH5we2wI/AAAAAAAAATI/bp1PgrQ_MbQ/s320/16082010-DSC_0050.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Performance de Luiza Lorenz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;* * *&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512020027336212226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6hAsw2vwI/AAAAAAAAATQ/xrbjXGCqT00/s320/16082010-DSC_0026.jpg" border="0" /&gt;  &lt;div align="center"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512021335279798850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6iM1O6CkI/AAAAAAAAATg/w7D5fdGii2k/s320/16082010-DSC_0087.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512022546209920978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6jTUTJV9I/AAAAAAAAATw/E-15xg_Bk2A/s320/16082010-DSC_0056.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;* * *&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512022300724942258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6jFBy91bI/AAAAAAAAATo/RKJdntArYNk/s320/16082010-DSC_0030.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;* * *&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512022734972490754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6jeTfplAI/AAAAAAAAAT4/Fgtf7b4upUs/s320/16082010-DSC_0068.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;eu mesma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;* * *&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;mais uma vez agradeço a presença de todos &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;estas são apenas algumas das fotos&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;devo divulgar todas no orkut em breve.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-4061339057946315014?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/4061339057946315014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=4061339057946315014&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4061339057946315014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4061339057946315014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/09/alguns-registros-do-lancamento-em.html' title='alguns registros do lançamento em Floripa'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6ZnPOBe_I/AAAAAAAAATA/AUoyRu79PTE/s72-c/16082010-DSC_0053.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-4390686788253266603</id><published>2010-08-18T17:15:00.001-03:00</published><updated>2010-08-18T17:17:32.408-03:00</updated><title type='text'>a novidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Começa a tocar uma música. Começa a tocar uma música, eu coço meu ombro, finjo que não li, que não sei, que não notei que ele está a minha frente; penso: enfrente, mulher, enfrente, seja adulta, seja você, seja, mulher! As vozes baixam aos poucos porque há uma música e todos querem tentar reconhecê-la - nós já sabemos. Eu tusso. Imagino-me escrevendo isso pra ele um dia, uma carta, um e-mail, e acho estranho escrever a palavra "tusso"; então começo a rir porque sei que ele me entenderia e não entenderia como posso ser assim ainda, depois de tantos anos, como posso não ter amadurecido nesse ponto de fazer piada até com a morte da galinha. Agora o riso é incontrolável, entortando-me os lábios, que mordo mordo, parem, por favor, parem. Lembro da história da galinha dele que morreu tragicamente e que me fez rir aquela noite, mas eu já tinha bebido uma vodka, eu lhe disse; ele ficou arrasado. Essa história de vez em quando vinha à tona, pobre galinha. A música parou e deu lugar a um amontoado de vozes, e de repente posso distinguir entre tantas vozes, uma mais grave, uma um pouco mais aconchegante, e meu olhar procura num desespero alegre de ver chegar o outro. O outro. Já vem falando de longe de quantas voltas teve de dar para encontrar uma vaga, e vem com flores e tudo, cheio de novidades, novinho em folha; então é a sua vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-4390686788253266603?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/4390686788253266603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=4390686788253266603&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4390686788253266603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4390686788253266603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/08/novidade.html' title='a novidade'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-7218349692415992399</id><published>2010-07-30T13:46:00.002-03:00</published><updated>2010-07-30T13:51:19.181-03:00</updated><title type='text'>"Uns traços, todos imponderáveis", Priscila Lopes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TFMB-tQj_3I/AAAAAAAAASI/T8YARzhfX_s/s1600/capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499741746762088306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 212px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TFMB-tQj_3I/AAAAAAAAASI/T8YARzhfX_s/s320/capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;então me lanço à "carreira solo"&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;com este livro de contos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;o apoio da Bolsa da Biblioteca Nacional&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;para autores com obra em fase de conclusão&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e o primoroso trabalho da Editora da Casa&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;lançamento em 16 de agosto, às 19h&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;no Café Cultura do Centro de Floripa&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;abertura da exposição &lt;em&gt;Imponderações&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;com seis artistas convidados a produzir &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;inspirados no livro que será lançado&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;aguardem maiores informações&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-7218349692415992399?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/7218349692415992399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=7218349692415992399&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7218349692415992399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7218349692415992399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/07/uns-tracos-todos-imponderaveis-priscila.html' title='&quot;Uns traços, todos imponderáveis&quot;, Priscila Lopes'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TFMB-tQj_3I/AAAAAAAAASI/T8YARzhfX_s/s72-c/capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-1020536606208932075</id><published>2010-07-23T10:55:00.002-03:00</published><updated>2010-07-23T10:58:12.959-03:00</updated><title type='text'>traída</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho pensando cada vez menos em você. Antes acontecia, podia estar feliz da vida, como dizem, podia estar olhando as estrelas num ponto alto da cidade, acontecia de me lembrar de você, e as estrelas caíam, o céu desmontava, meus olhos enxergavam a altura. Com o tempo, não sei se fui me acostumando ou se realmente aprendi a ignorar, simplesmente começou a acontecer de você se manifestar cada vez menos nas coisas. Uma música, uma cena na novela, um vizinho contando, vinha você, vinha você, e saía, sumia mesmo, parece que se afastava triste por não ter me causado nenhuma indigestão. Eu já consegui até me envolver com outra pessoa e pensar que o que você fez comigo não foi tão grave - "foi até melhor assim", já cheguei a esse nível de pensamento elevado. Ontem à noite, confesso, pensei muito. Porque quis mesmo. Eu me servi um vinho, eu me coloquei uma música, eu me sentei no sofá pensando em você; na verdade, daquela longa lista de perguntas que eu tinha pra lhe fazer, só restaram as que me causam certa preocupação contigo ainda - por amizade apenas: será que vocês moram juntos? será que lhe apresentou à mãe? será que ainda estão empolgados? ou será que ele já começou a fazê-la sofrer como fez comigo um dia?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-1020536606208932075?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/1020536606208932075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=1020536606208932075&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1020536606208932075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1020536606208932075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/07/traida.html' title='traída'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-4547504278210413207</id><published>2010-07-19T11:57:00.001-03:00</published><updated>2010-07-19T12:11:29.421-03:00</updated><title type='text'>salvação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Primeiro eu quis ficar pequena. Eu desejei de mim uma pequenez tão miúda que ficasse cada vez menor até desaparecer sua essência; vista de cima, a imagem fetal encolhida sobre lençóis brancos, espiralando. Depois comecei a pensar demais em mim, e a me compreender, me tolerar, entender que sou mesmo assim, mas que ainda tenho salvação. Comecei a fazer desenhos mentais do que eu pretendo, e de como vai ser bom daqui pra frente agora. Daí surgiu em mim - assim como se surgisse uma gotinha de infiltração numa rachadura na parede - surgiu em mim uma sensação de que tudo é tolerável, uma clareza que me fez, por instantes, amar a vida com tanta precisão, sabe! Eu vi isso indefinido desabrochar em mim, e crescer, crescer, crescer - sem forma sem nome - ficando enorme, até abraçar um monte de gente, e eu perceber - tudo muito rápido, preciso que entenda; não dura, não dura para sempre - eu percebi que a gente se ama; &lt;em&gt;a gente&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;o Mundo&lt;/em&gt;; a gente tá aqui pra isso, pra ser isso, e cada um já se sabe que vai dizer essas coisas, e vai ter que ouvir essas coisas, e fazer ou não fazer coisas, mas se a gente compreende - como eu fiz e quase enxerguei alguma coisa perto de Deus - ganha uma liberdade escancarada para se sentir como quiser. A gente se salva. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-4547504278210413207?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/4547504278210413207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=4547504278210413207&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4547504278210413207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4547504278210413207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/07/salvacao.html' title='salvação'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-7628811726116282987</id><published>2010-06-21T08:49:00.002-03:00</published><updated>2010-06-21T08:53:09.817-03:00</updated><title type='text'>obstrução</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;mesmo que eu sem pensar proponha; não me deixe. que no momento que a boca disser, a mesma boca que te beija, a mesma boca que te come, te mastiga, te atravessa, a boca que te disser é uma boca que não presta; não me deixe. que o momento é sempre outro, está mais pra frente um pouco; a gente sabe, é inevitável o desencontro, mas fica pra próxima; não me deixe. que a briga de anteontem, já passou, o choro de onteontem foi só meu, e eu me viro, eu me atiro, eu me vou; mas não me deixe, por favor, não me deixe antes que eu me vingue.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-7628811726116282987?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/7628811726116282987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=7628811726116282987&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7628811726116282987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7628811726116282987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/06/obstrucao.html' title='obstrução'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-2233178875016108968</id><published>2010-06-15T08:37:00.003-03:00</published><updated>2010-06-15T08:46:00.223-03:00</updated><title type='text'>amor eu sei</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;então-tá-amor, é muito claro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;soube que você não é assim como eu tinha pensado, e que não suporta mais me suportar; soube que anda enjoado, que precisa andar distraído, mas que está muito claro e evidente tudo isso que sinto, amor; soube que quando teu olho me vê, não enxerga um quê, um brilho, essa coisa que quando explode coração exclama &lt;em&gt;oh!&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;ah!&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;ai ai!&lt;/em&gt;... soube que eu não me comparo, que eu não chego aos pés, que eu não sou aquilo, que eu não sou aquela, mas que você me ama, amor; que você me adora e não quer que eu vá embora. Eu soube disso tudo, amor, e não duvido. Porque você me disse. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-2233178875016108968?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/2233178875016108968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=2233178875016108968&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2233178875016108968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2233178875016108968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/06/amor-eu-sei.html' title='amor eu sei'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-837769170510878044</id><published>2010-06-07T17:39:00.001-03:00</published><updated>2010-06-07T17:42:20.463-03:00</updated><title type='text'>carta curta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Procuro andar distraída, e caio em coincidências. Tento evitar; quando vejo, tô pensando de novo. Desculpa. Estou tão impedida de tudo que eu me sinto obrigada a ao menos te escrever para não explodir desproporcional e louca, extravasando o que eu sinto de uma forma que literalmente "ninguém merece". Já tentei todos os improvisos possíveis para não meter os pés pelas mãos. Às vezes tenho medo de que, me vendo imóvel - ainda que amordaçada, ainda que algemada - pense que faz parte de mim ser assim, que vou bem-obrigada. Na verdade, como uma lagartixa, sou só eu ali, me fingindo de morta; no fundo bolando uma estratégia para sair daquela situação o mais rápido possível - já se passaram alguns anos. Momento "perguntas retóricas": por que para mim é tão insuportável, e você vai vivendo? Por que para mim é todo dia isso, e você de vez em quando? Por que eu me sinto tão preparada agora, e você me postergando? Até quando? Sonhei contigo. Sonho toda semana. O sonho é uma realidade aumentada. Um dia você vai saber. O problema é que não sei de quanto tempo vou precisar contigo; por isso que já não te peço mais nada. Mas eu te escrevo com tanta certeza, sabe? Eu te quero com todo o meu coração. Brega até. Mas não é exagero. É muito-muito verdadeiro. De chorar até. Mas quase sempre eu sou feliz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-837769170510878044?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/837769170510878044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=837769170510878044&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/837769170510878044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/837769170510878044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/06/carta-curta.html' title='carta curta'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-609200906222961238</id><published>2010-06-01T11:20:00.003-03:00</published><updated>2010-06-01T11:27:03.003-03:00</updated><title type='text'>girassol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Amarela. Sorri girassol. Contempla horizontes. Onde? Onde? Acende odores que minha lembrança esconde. Surpreende e reza. Ajoelho e penso que é a voz de nós. Desatamos, desatamos; e só nos prende o que não segura a loucura que é sermos dois, duas, iguais em gênero e graus. Diferentes, daqui a pouco sente que o caminho é outro, que o agora é muito pouco, e faz as unhas, diz que é mulher de um homem só. Não sou, sozinho, não sou. Correspondo a mim e me igualo a qualquer um. Corro na rua; ela no sinal, pára o trânsito e grita vermelho, verde; amarela. Ela. Vai na frente. Ela. Ela. Estampando os dentes, corajosa. Ela. Ela. Ela. Eu, quase sempre, fico pra trás. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-609200906222961238?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/609200906222961238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=609200906222961238&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/609200906222961238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/609200906222961238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/06/girassol.html' title='girassol'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-8326288392403218567</id><published>2010-05-22T15:39:00.002-03:00</published><updated>2010-05-22T15:53:25.355-03:00</updated><title type='text'>dois</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando combinavam, nunca dava certo; um sempre faltava. Era mais fácil quando não sabiam - ah, como se ninguém soubesse! As mãos segurando uma impaciência que não se continha; os lábios se apertando de vontade. Duas crianças. Em certas ocasiões duravam madrugada adentro sem nem conversar. Mas não havia graça em ser só eles dois. Outro casal os excitava. Chegavam a enrolar mais um pouquinho, esticar ao máximo o fio do tempo até arrebentar-se numa gargalhada. Parceiros, cúmplices, insuportáveis até. Enumerando as esperas. Olhares cruzados no silêncio de um cigarro.  E o gozo final, vitorioso: ... cinco, quatro, três, dois... Toma! Bati!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-8326288392403218567?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/8326288392403218567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=8326288392403218567&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/8326288392403218567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/8326288392403218567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/05/dois.html' title='dois'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-6784047562183286161</id><published>2010-05-17T10:18:00.001-03:00</published><updated>2010-05-17T10:20:19.728-03:00</updated><title type='text'>cachorra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ou então não seria feliz com mais ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Via que voltar era um caminho se apagando. Farejava os espaços agora ocupados por outras pessoas; não reconhecia um cheiro que lhe tivesse pertencido. O cheiro do seu dono. Não era saudade, não era nem isso! Era aquela coisa que fica até chato falar porque não se sabe o que é pior: ouvir ou ter confessado, o apego. Um dia fugiu de casa, foi assim. Não sabia que fugiria; não sabia nem que estava indo a algum lugar e, portanto, &lt;em&gt;voltar&lt;/em&gt; era algo que não havia cogitado. Quando viu, já era noite. Sentiu-se acolhida em tudo que era barzinho, lanchonete, balada. Ninguém mandava nela, ali, gostavam dela assim. E várias pessoas lhe ofereceram onde ficar, lhe fizeram carinho, brincaram com ela. Tanto que ficou mais um pouco. Dois dias no máximo. E voltou porque voltava, simplesmente. Talvez voltasse pra compartilhar com ele uma alegria que era só dela. Talvez porque apenas uma dose daquela droga de liberdade tivesse sido suficiente. Talvez, ainda, porque ele precisasse muito mais dela, e já devia estar sabendo disso. Ou...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-6784047562183286161?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/6784047562183286161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=6784047562183286161&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6784047562183286161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6784047562183286161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/05/cachorra.html' title='cachorra'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-1645276761043552905</id><published>2010-05-10T14:06:00.003-03:00</published><updated>2010-05-10T14:14:50.197-03:00</updated><title type='text'>os noivos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De vez em quando se olhavam, pensamento querendo. Enquanto um tentava solucionar um problema que era só cálculo - ainda assim suficiente para levar a mão esquerda à testa - o outro já havia desistido. De tanto olhar, às vezes se falavam. Quase fúteis. Equilibrados numa espera que era só deles, e que - sabiam eles - tinha de se perpetuar; mentalizavam conselhos infantis: calma, calma... é só não olhar pra baixo. E prosseguiam em pequenas doses de alívio e ansiedade a cada quinze dias. Às vezes também, pra piorar, um deles faltava. Mas até saber disso, como ter certeza? Como evitar os olhos na porta, a pergunta que não se tinha a quem fazer? Foi esse quase por quase dois anos. Até que se tornaram especialistas, e cada um foi morar noutro lugar. Ainda bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-1645276761043552905?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/1645276761043552905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=1645276761043552905&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1645276761043552905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1645276761043552905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/05/os-noivos.html' title='os noivos'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-9108521106202653729</id><published>2010-04-20T17:58:00.001-03:00</published><updated>2010-04-20T18:00:53.434-03:00</updated><title type='text'>encontro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela andava perdida perdida. Pra lá e pra cá, visitando gente, imitando o Creysson, fumando o Bob, chamando o Hugo. Estava, digamos, tentando se encontrar, procurando entender seu lugar no mundo etc. Não queria se casar, não é isso. Tinha acabado de acabar uma dessas histórias parecidas. Mas estava à procura, sabe como é, viver um desses lances superficiais pra nunca mais voltar, pra &lt;em&gt;não olhar pra trás e se arrepender do que faz&lt;/em&gt;, como diz uma natalina. Talvez tenha visto nele uma chance dessa. Talvez ele tenha visto nela algo semelhante. Um tric tric, um tatibitate, um spitnick, enfim... alguém sentiu alguma coisa suficiente para. E ela que não era de entrar, e ele que não sabia se sair, acabaram se encaixando por lá mesmo e deu no que deu. O vicio tem dessas coisas, depois é que começam as coceirinhas e se descobre uma intolerância à lactose, alergia a camarão, indigestão com coisas que levam gergelim. Vai entender! Só sei que os vejo juntos, ainda: o sorriso dele no ombro dela, as marcas dela no pescoço dele, e a sobreposição de tons das roupas que nunca estão combinando, que nunca parecem concordar que vão pro mesmo lugar. Mas já estão lá, sabe, se acharam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-9108521106202653729?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/9108521106202653729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=9108521106202653729&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/9108521106202653729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/9108521106202653729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/04/encontro.html' title='encontro'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-1232964086453781292</id><published>2010-04-15T15:13:00.001-03:00</published><updated>2010-04-15T15:37:40.443-03:00</updated><title type='text'>tudo novo de novo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não queria roubar-lhe flores, presentes, apetrechos de antigas relações, imortais. Chegou com uma taça de silêncio - queria experimentar o improviso simpático de quem não sabe por que veio - desajeitou as almofadas do divã, rolou pra baixo do tapete. Observa. Observa. Venera tanto que abala. Por fora tudo em concordância, conjunturado; costurando e descosturando línguas e lábios, alinhavados. Sede. Suspiro. Certeza? (parece desajeitada ela, tentando evitar a queda, do chão; tentando parar o trem nos trilhos, com a mão). Ignora que que cada encontro é uma saliva sua que sai da boca, é um cheiro seu no outro corpo, é um peito que vai beijado pela mão de outro; costas, nuca, pescoço; até ir-se toda, inteira, e não ter mais volta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-1232964086453781292?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/1232964086453781292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=1232964086453781292&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1232964086453781292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1232964086453781292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/04/tudo-novo-de-novo.html' title='tudo novo de novo'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-7998285011647751229</id><published>2010-04-05T15:37:00.008-03:00</published><updated>2011-12-09T23:57:03.051-02:00</updated><title type='text'>sobre avisos e promessas</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Soube que se separaram. Não pude conter a petulância de vir até aqui, de sair sabe lá Deus de onde, e vir, sabe lá Ele com que forças, até aqui, pra dizer que eu te avisei. Eu te avisei, eu te avisei. Eu disse tantas vezes que poderia citá-las pra que adormecesses, meu anjo. Eu disse e pensei e acho até que incomodei você com esse assunto por meses, até que você se foi, e eu entendi mas não me conformei, nunca. Não sou homem de mascarar sentimentos, não sou homem de achar que é humilhação qualquer palavra dita num momento de emoção. Até mesmo os palavrões; venero todos, e os trago pra junto de mim, e os abraço - são filhos meus naquele instante. De te esperar, a vida foi ficando. Depois, antes que eu encontrasse uma forma de te reencontrar, perdi o ânimo que me levava a tomar conta de você, a espreitá-la sussurrante, a recusá-la de tanto amar. Fiquei sabendo que estavam bem. Fiquei sabendo que tiveram um filho. Esperei você me ligar nesse dia, como se houvesse possibilidade - havia? Esperei você me ligar no mês seguinte, e naquele ano todo eu andei por lugares em que corresse o risco. Até que um dia eu vi num fime... não, eu ouvi numa música... eu li no Coríntios... eu pensei comigo... que o amor é paciente, ô se é, o amor é um doente bêbado que vive cantando na sarjeta; ou um balão desses que transportam pessoas, que a gente olha pro céu e não acredita como é que voa. E eu te deixei de lado, e eu me deixei ser feliz. Mas agora recebo notícias tuas na Páscoa. Vocês se separaram. E você tem um filho pra criar; eu sei, esse cara não tem condições de lhe pagar uma pensão. Então eu tô te escrevendo aqui pra esse e-mail que me disseram que de vez em quando você acessa. Tô escrevendo pra pedir tua conta bancária e tua agência, teu retorno, teu carinho - tua carência? - teu perdão; tudo-tudo, e simplesmente que, por favor, minha filha, volte pra casa. Beijo do pai, da mãe e do cachorrinho Tobby. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-7998285011647751229?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/7998285011647751229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=7998285011647751229&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7998285011647751229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7998285011647751229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/04/sobre-avisos.html' title='sobre avisos e promessas'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-1512820624998186025</id><published>2010-03-24T16:24:00.005-03:00</published><updated>2010-03-24T16:35:53.848-03:00</updated><title type='text'>constatação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estava sóbria. Caminhava pensativa de si consigo sobre os outros. &lt;em&gt;Então é só isso mesmo: &lt;/em&gt;a gente chega aqui, nos 20, nos 30, nos trinques... e ergue a taça da vitória dos erros acumulados que não voltarão a ocorrer. &lt;em&gt;É isso só, &lt;/em&gt;a vida, conjunto de situações que servem pra deixá-la mais experiente, &lt;em&gt;dizem&lt;/em&gt;, pra não revisitar equívocos. Sorri estridente, mordisca o lábio por dentro, e olha adiante, aberta aos erros inéditos. Toda arreganhada, sem vergonha; vive bêbada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-1512820624998186025?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/1512820624998186025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=1512820624998186025&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1512820624998186025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1512820624998186025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/03/constatacao.html' title='constatação'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-999950546330336872</id><published>2010-03-12T13:20:00.001-03:00</published><updated>2010-03-12T13:37:57.421-03:00</updated><title type='text'>sinto que</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Lembro-me de que abrira a porta só pra sentir a respiração do dia. Encontrou silêncios no meu quarto que varreu discretamente para baixo. Você sabe que está ali comigo, você sabe desde o início. Eu disfarço que, bocejante. Como se de mim tranquila, me espreguiço à beira de um sentimento contorcido. Penso que é bom dia: &lt;em&gt;bom dia, amor&lt;/em&gt; - não digo. Penso nisso o dia inteiro até dar &lt;em&gt;boa noite, meu bem, estou indo&lt;/em&gt;. Compro doces que não dou. Decido que como todos menos um. Enfrento a vitrine da floricultura num shopping. Não sei que flores querem dizer que. Disfarço um presente sem papel, acho mais fácil assim. A entrega não é fácil, nunca foi pra mim. Agora deslizo do sofá para o chão, abraçando. Estou armando um sorriso, talvez desague. Você aguenta. Você aguenta por nós, por dois - você tenta ser mais: eu acolho todos que é. Somos infinitos ali, desfilando corpos conjugados (e espaços em branco que a mente procura ocultar pra nos deixar pensar o que quiser). &lt;em&gt;Eu sou tua, eu sou tua&lt;/em&gt; - é meu grito. &lt;em&gt;Mulher! Mulher!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-999950546330336872?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/999950546330336872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=999950546330336872&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/999950546330336872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/999950546330336872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/03/sinto-que.html' title='sinto que'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-730774122319320756</id><published>2010-03-10T14:32:00.002-03:00</published><updated>2010-03-10T14:37:21.922-03:00</updated><title type='text'>sobrou pra mim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sobrou pra mim. Herança kármica. Ferida pra lamber adoecida por mim. Comprimidos contínuos no pires ao lado da caneca de cidreira. Sobrou pra mim. Um roupeiro, uma cômoda com cupim. Um ventilador que não gira, um aquário sem peixes, um depilador a pilha. Será que eu encontro o que me falta no Móveis Usados? num Sebo, num Secos e Molhados? Será que encontro na ausência o que me completa, esse ai de mim? Até então eu saía das lojas sem comprar - sem me vender; passava os olhos nas vitrines das casas que representavam a família que eu queria ser. Sobrou pra mim. Um gato bordado no pano de louça, uma lã, um fiapo de esperança que espera espera espera... espreguiçando-se do quarto à sala. Um disco do Chico senta e às vezes chora comigo. Um livro do Kundera me concorda e implora por vingança. Mas sou permissiva e aceito o que sobrou pra mim. Uma lanterna, um celular e um laptop. Caso você queira ainda se conectar comigo, ligar pra mim, surgir luz no fim do túnel. Caso realmente tenha sobrado alguma coisa.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-730774122319320756?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/730774122319320756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=730774122319320756&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/730774122319320756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/730774122319320756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/03/sobrou-pra-mim.html' title='sobrou pra mim'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-2639779022740392799</id><published>2010-03-03T18:26:00.001-03:00</published><updated>2010-03-03T18:26:56.435-03:00</updated><title type='text'>domésticos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não demorou para que se descobrissem incompatíveis. Ele, que era todo extrovertido, todo gurizão, todo boa praça. Ela, que era toda de ninguém, toda esticada na dela, toda bichana. Ele, que era todo bicho grilo, todo sem pedigree, na raça, sol-a-sol; Ela, que era toda puro sangue, toda siamesa, sombra e água fresca. Antes era fácil até: somaram-se. Um tinha aquele quê que o outro admirava e queria pra si. Andavam soltos e sorridentes - e embora um do outro caçador, não temiam: encaravam-se, quase desejando os dentes no pescoço. Depois rolavam pelo chão, pelos lençóis, pelo varal – quase voavam, esses animais! Mas de repente, dessa admiração que era de um para o outro, começaram a se sentir grandes. E tão grandes ficaram que o corpo passou a ocupar o espaço que era do outro, e a zombar do que o outro não era, não podia, não sabia. De repente ficou muito engraçado ser tudo aquilo que o outro dizia, e ver que o outro não era nem metade do que esse queria. &lt;em&gt;Esse&lt;/em&gt;, que era ela, de vez em quando ele, que intimamente começou a fazer exigências, e trocar o que é pelo que não é, e achar melhor assim; &lt;em&gt;o outro&lt;/em&gt;, que era ele, quando nunca ela, que achava que podia receber mais em troca, que já se doara o bastante, que se sentia meio cão sem dono, na sarjeta. E depois, ninguém mais podia chegar perto dos pertences do outro que o outro avançava. Não se podia mais cheirar o pescoço do outro que o outro rosnava. Não se podia mais nem conviver na mesma casa, e por isso os donos - que ávidos assistiam ao desenrolar da novela, e haviam acreditado num final feliz - decidiram se separar. Ela ficou com ele, que não soltava muito pêlo. Ele ficou com ela, que não exigia tanta atenção. E os dois ficaram sozinhos, em kitnets, queixo sobre o parapeito da janela, pensamento pensando: pelo menos eu tenho o meu canto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-2639779022740392799?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/2639779022740392799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=2639779022740392799&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2639779022740392799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2639779022740392799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/03/domesticos.html' title='domésticos'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-2178487189646274290</id><published>2010-02-25T14:52:00.001-03:00</published><updated>2010-02-25T14:53:56.162-03:00</updated><title type='text'>recorrentes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eram jovens, e foi quase sempre a mesma história. Ele encostado no balcão da cozinha, observava através do espelho gestos femininos; som de correntes contra a pia do banheiro. Arrastavam-se entre móveis. Lambiam-se distantes. E de vez em quando se comiam. Sem dó.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-2178487189646274290?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/2178487189646274290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=2178487189646274290&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2178487189646274290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2178487189646274290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/02/recorrente.html' title='recorrentes'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-289760403692925193</id><published>2010-02-08T13:23:00.002-02:00</published><updated>2010-02-08T13:52:39.675-02:00</updated><title type='text'>melhor assim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Talvez nunca eles saibam. Que se continuassem juntos não teria dado certo mesmo assim, que separados estarão melhor ou pior ou igual; não, igual nunca. Que agora ela sai pra dançar nos mesmos lugares que ele e aparentemente está tudo bem. Que ele já levou outra mulher no seu apartamento e disfarçaram bem. Que estão juntos há anos e ainda não se conhecem ou não se reconhecem agora que são ímpares. Por mais que ele saiba aquele jeito de morder a boca que é só dela; por mais que ela imagine o que ele está pensando quando sua nova namorada fala que adora Pitty; ainda que a família de um não se conforme e que a do outro dê graças a deus; ou que o cachorro dela confunda o alarme do carro e corra pra porta - o cão contém uma esperança; ou que no restaurante do bairro agora ele almoce sozinho ou nem vá ou passe pela salada sem se servir - agora não tem ninguém pra lhe encher o saco, e afinal de contas todo mundo vai morrer um dia; ainda que se encontrem, eventualmente se abracem sentindo, e se desmanchem depois, completamente perdoados; ainda que ocasionalmente esqueçam até por que brigavam e o que era tão horrível que não pudesse ser superado; ainda que haja as fotos e as músicas, os DVDs, os livros, as coisas na estante... coisas que não se dividem, que só vinham a somar; ainda que se preocupem do outro voltar dirigindo daquele jeito, do outro ir dormir na casa de um estranho, do outro não estar comendo direito, do outro estar se endividando de novo; ainda que se preocupem com &lt;em&gt;o outro&lt;/em&gt;... com certa frequencia se esquecem - e cada vez mais se repete - na cama de outro adormecem, com outras canções se distraem; um beijo &lt;em&gt;do outro&lt;/em&gt; não querem, conversar muito tempo piora, ver &lt;em&gt;o outro&lt;/em&gt; sorrindo é quase como não querer que ele seja feliz; melhor se afastar, então, deixar o tempo cuidar - pra que ressuscitar uma coisa que nasceu no fim? Não sabiam. Não sabem. Talvez nunca eles saibam, mas melhor assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-289760403692925193?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/289760403692925193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=289760403692925193&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/289760403692925193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/289760403692925193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/02/melhor-assim.html' title='melhor assim'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-2909995207305951758</id><published>2010-02-04T14:25:00.007-02:00</published><updated>2011-03-18T11:15:25.447-03:00</updated><title type='text'>mulher</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(removido)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-2909995207305951758?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/2909995207305951758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=2909995207305951758&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2909995207305951758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2909995207305951758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/02/mulher.html' title='mulher'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-1167416536091162507</id><published>2010-02-01T11:50:00.001-02:00</published><updated>2010-02-01T11:50:58.625-02:00</updated><title type='text'>brechó</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Voltou à vitrine, após algum tempo. Desta vez exposto, parecia mais vibrante, iluminado, tropical. Já o havia visto, em outras ocasiões, desfilando no corpo de outra. Na época, não reparou além da estampa - e se não tornasse a vê-lo, talvez nem recordasse a cor. Não fazia o estilo, e ela usava outra marca. Agora que estava com peso e medida diferente; agora que era uma pessoa mais solta, que não se limita a um jeans básico com regata branca - nem condena, nem evita; agora que era verão e ela poderia levá-lo a praia, dançar com ele, andar no shopping... Deteve-se na vitrine por minutos, mas não era impulsiva, e ficou de "pensar melhor". Nem reservou. Ele estava na vitrine, era a última tendência. E quanto mais o vissem, talvez mais gostassem dele, e talvez ele se esgotasse antes que ela o pudesse alcançar. Ponderou tentando conter o receio de vê-lo novamente em outra e dessa vez invejar. Voltou lá mais uma ou duas vezes até decidir experimentá-lo; "só pra ver como fica", disse uma daquelas mocinhas. Pegou na mão, sentiu o tecido entre os dedos. Provou. Achou que combinava. Não era questão de necessidade, sabia que era um capricho. Mas tinha tudo a ver com seus acessórios, com os lugares que frequentava; e porque lhe caiu bem, disseram alguns - mas taí uma ocasião em que não se pode ser sincero - mas quantos motivos é preciso listar pra justificar uma consequencia de viver? Contente, já saiu de lá com ele. Levou à vista. Sem culpa e sem receio. Dizem por aí que não tira mais do corpo... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-1167416536091162507?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/1167416536091162507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=1167416536091162507&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1167416536091162507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/1167416536091162507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/02/brecho.html' title='brechó'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-8662925743619877264</id><published>2010-01-26T08:53:00.003-02:00</published><updated>2010-01-26T09:09:01.120-02:00</updated><title type='text'>esse cara</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele vai te levar a lugares lindinhos com vista pro mar, e vai te contar um trecho da infância - se você puder reparar, verá seus olhos brilharem ao falar da avó materna. Depois ele te beija, e te olha te olha te olha, e desvia. Você vai sentir uma coisinha na alma, caindo, sem nome - vai se lembrar disso na hora e assustar-se com a possibilidade; mas antes que tenha medo, ele te abraça, e diz que &lt;em&gt;adora o teu cheiro, o teu cabelo, sei lá, me acalma&lt;/em&gt;. Ele vai te ligar no dia seguinte; talvez aguarde até o final da tarde - não se desespere, ele é do tipo que liga, manda mensagem, e-mail comentando sobre aquela banda que, aliás, estará aí, fazendo um show. Ele não vai te convidar, mas preparará todo o cenário pra que você simplesmente diga "vamos", e ele vai com você; conhecer suas amigas, ele vai, se senta, bebe com elas, serão amigas dele. Ele vai dormir na sua casa, levar um dvd, um cd que ele adora, algo pra compartilharem - algo pra ser de vocês. Ele vai embora, mesmo tarde ou cedo, ele sempre vai, e você irá se questionar se é de verdade, e ele irá dar sinais por mensagem de texto. Ele tem um jeito bem interessante de ser carinhoso. E se você souber o seu jogo - como eu estou dizendo - e se seguir com isso em frente, ele vai ser só seu, como ele já foi só meu, e eu vou ficar sozinha, agora, por um tempo, porque ele é insubstituível. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-8662925743619877264?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/8662925743619877264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=8662925743619877264&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/8662925743619877264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/8662925743619877264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/01/esse-cara.html' title='esse cara'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5184452852444208297</id><published>2010-01-21T11:43:00.001-02:00</published><updated>2010-01-21T11:45:59.597-02:00</updated><title type='text'>o plano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao girar a maçaneta, abra devagar. A porta irá ranger, e alguém notará sua presença. Entre mesmo assim. Coloque o guarda-chuva no balde que fica ao lado direito da porta, pendure o casaco no cabideiro que está isolado contra a parede, quase de canto. Em dois ou três minutos alguém virá perguntar o que deseja. Se souber, responda - não fará diferença, há uma fila. Talvez sinta-se mais desconfortável sentado num sofá que não tem o seu formato do que em pé, imaginando. Sente-se mesmo assim. Pegue uma revista para ler e finja ter interesse, como se o motivo de ter ido até lá fosse simplesmente pegar aquela - não uma qualquer;&lt;em&gt; aquela&lt;/em&gt; - revista para ler. Estará desatualizada e provavelmente você descobrirá, dois anos depois, que a Angelina Jolie acaba de adotar uma criança vietnamita. Não erga as sobrancelhas, não faça do seu rosto um esboço da surpresa. Nem se a Xuxa cantar em trioeletríco, nem se o programa da Hebe sair do ar. Você não está ali para isso, e você sabe - é sempre pior quando se sabe, mas é também um alívio. A tv estará exibindo uma semissenhora que se comunica com um papagaio; ou um mocotó apresentando um video show. Desista. E quando chegar a sua vez, que disserem nome e sobrenome, e você se reconhecer naquilo, levante-se e vá. É inevitável. E você fará isso tantas vezes que logo lhe ocorrerá naturalmente (tão naturalmente que não fará sentido algum uma instrução desta). Neste plano você tem direito a 24 consultas por ano. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5184452852444208297?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5184452852444208297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5184452852444208297&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5184452852444208297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5184452852444208297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/01/o-plano.html' title='o plano'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-7033136895518985280</id><published>2010-01-18T10:58:00.002-02:00</published><updated>2010-01-29T08:34:53.128-02:00</updated><title type='text'>divididos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sem contar que era incalculável. Romperam de imediato. Melhor parar por aqui enquanto... não sabiam. Ainda hoje ela se questionou se aquele defeito dele teria mesmo atrapalhado a ponto de. Ele já não se pergunta, porque acredita que ela o superou e que a vida continua, bola pra frente, as coisas são assim, melhor não se apegar etc. Na verdade ele não acredita em nada disso. Ele ainda espera que ela telefone; mas tem que partir dela. Mas ela é tão matemática. Soma as semelhanças e se distrai num sinal estranho nas costas dele, na tosse crônica em meio ao filme, no barulho de gato que carrega às vezes na barriga - quando bebe, é só quando bebe. Ela não percebe. Ele não se atreve. A culpa é dos dois. E seguem impunes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-7033136895518985280?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/7033136895518985280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=7033136895518985280&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7033136895518985280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7033136895518985280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/01/divididos.html' title='divididos'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-3345817643408728833</id><published>2010-01-13T14:22:00.001-02:00</published><updated>2010-01-13T14:23:20.775-02:00</updated><title type='text'>dar a mão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Espirrou, e logo lhe foi oferecido um lenço. Deixou cair a sombrinha que carregava pendurada à bolsa, e, por coincidência, deixou também cair a bolsa, moedas, a caixa do óculos, duas balinhas. Ele juntou o que era de bolsa, e o que pôde - que não o tornasse feminino - carregou para ela. &lt;em&gt;Não quero mais isso&lt;/em&gt;, pensou, mas não informou. Ele era tão educado. Queria ser como ele, um dia. Caminharam arrasados até o carro: ela, porque já sabia e teria que lhe contar; ele, porque desconfiava e queria evitar. Estavam sempre em contato físico: quando sentados frente à frente, braços esticados sobre a mesa, pra alcançar; ou quando, de longe, se espetavam interrogativos num evento: &lt;em&gt;Vamos?&lt;/em&gt; E lá iam os dois, por corredores extensos, se esticando: &lt;em&gt;só vou até ali!&lt;/em&gt; Como a criança na praia, não iam pro fundo. Só percebeu porque encontrou outro, um dia, passando por ela, pela rua. Queria as mãos livres para abanar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-3345817643408728833?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/3345817643408728833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=3345817643408728833&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3345817643408728833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3345817643408728833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2010/01/dar-mao.html' title='dar a mão'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-4579385755035185804</id><published>2009-12-11T10:07:00.002-02:00</published><updated>2009-12-11T10:20:50.953-02:00</updated><title type='text'>onde significante e significado funcionam juntos</title><content type='html'>Faz silêncio. Não rima. Linda, mesmo assim; brilha. Parece coisa que se acende na noite; em meu rosto se manifesta - e depois no resto, e fim. Fala mais do que eu. Eu, eu sou silêncio; &lt;em&gt;um poema!&lt;/em&gt;, ela diz. Ela diz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-4579385755035185804?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/4579385755035185804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=4579385755035185804&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4579385755035185804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4579385755035185804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/12/onde-significante-e-significado.html' title='onde significante e significado funcionam juntos'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-4641431518614385956</id><published>2009-12-08T08:52:00.002-02:00</published><updated>2009-12-08T08:59:53.342-02:00</updated><title type='text'>par</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Gosta de mim, eu sei. Eu sou mulher e mulher que sabe dessas coisas, ele diz, e deixa pra mim. Uma única vez, há anos, se passou no vinho, virou pra mim e disse: &lt;em&gt;Mulher, você acha que eu sou feliz assim? Que você é mulher pra mim?&lt;/em&gt;, ao que respondi com paciência: &lt;em&gt;É claro. É claro que sim. &lt;/em&gt;Eu estava tirando os pratos da mesa. Ele estava sentado, ainda, me olhando admirado; até hoje. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-4641431518614385956?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/4641431518614385956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=4641431518614385956&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4641431518614385956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4641431518614385956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/12/par.html' title='par'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5916284192631592105</id><published>2009-11-20T15:01:00.002-02:00</published><updated>2009-11-20T19:23:54.139-02:00</updated><title type='text'>só por isso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Só porque eram primos&lt;/em&gt;, pensou; depois escorregou o olhar para os cantos. E eles foram sempre amigos, não havia razão para nutrir sentimentos egoístas por ele. &lt;em&gt;Por ele,&lt;/em&gt; pensou; e depois pensou mais, e nas coisas que fizera por ele: abrir mão da bicicleta mais cara no aniversário para que cada um ganhasse uma e se divertissem os dois; dividir o Trident - que já é tão pequeno!; passar as férias no sítio com a família dele, em vez de praia com a avó materna dela; andar de mãos dadas no shopping a se fingir de namorados para pagar meia no cinema... Agora já não era preciso, e tudo era tão perturbado: ele mediu a aliança de noivado no dedo dela, que, por alguns segundos, quase imaginou. &lt;em&gt;Só porque eram primos&lt;/em&gt;, suspirou; e depois escorregou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5916284192631592105?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5916284192631592105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5916284192631592105&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5916284192631592105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5916284192631592105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/11/so-por-isso.html' title='só por isso'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-8239074219021159376</id><published>2009-11-12T00:00:00.001-02:00</published><updated>2009-12-04T11:27:54.745-02:00</updated><title type='text'>desclassificados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pensou em recorrer aos classificados, e porque não encontrava pronto algo de que necessitava - e porque não sabia o quê - decidiu-se por expor a si mesma: "Procura-se...". Com um bloco de notas à disposição, meditou longamente sobre o que seria. Concluiu que era alguém, mas de que tipo? Do tipo que ela não era; alguém pra complementar uma parte dela que ela não fosse, por distração ou mera limitação humana. No entanto, incapaz de se decidir sobre uma coisa e outra que quisesse que alguém lhe trouxesse a acrescentar, desistiu do anúncio: estava ela desclassificada. Talvez até já tivesse tido, e perdido, essa coisa que procurava.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-8239074219021159376?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/8239074219021159376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=8239074219021159376&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/8239074219021159376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/8239074219021159376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/11/desclassificados.html' title='desclassificados'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-4219828886828273094</id><published>2009-11-10T19:00:00.001-02:00</published><updated>2009-12-04T11:48:38.460-02:00</updated><title type='text'>aqui</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vim. Olhei pra trás, fiz-me um convite com as mãos, e vim andando. Aos poucos readquiria intimidade e me tocava por alguns segundos - a sensação era de tocar o mundo. Ainda não &lt;em&gt;me&lt;/em&gt; confiava em mim, mas achava graça, e era até bonitinho eu ainda desejar aquelas coisas. De repente, não sei o que deu em mim: eu fechei os olhos, eu abri os olhos, eu olhei ao redor, pra frente, e me perdi. Eu vim, sim, mas me deixei pra trás.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-4219828886828273094?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/4219828886828273094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=4219828886828273094&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4219828886828273094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4219828886828273094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/11/aqui.html' title='aqui'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5087496091165147043</id><published>2009-11-09T12:18:00.001-02:00</published><updated>2009-11-09T12:22:20.789-02:00</updated><title type='text'>soluço</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tipo soluço? É, tipo soluço. Começou do nada e do nada parou. Desconheço causa, só consequência. Amargo agora uma secura: a garganta, descosturada, me recrimina - e não sei o que fiz; foi algo que bebi que a ressaca não curou. Enquanto durou, não foi bom nem ruim; foi interessante. Não tive tempo para julgar, definir isso que me ocorria com estranheza; de modo que não sei se ter acabado foi minha salvação ou se me atira às trevas. Há, ainda, a esperança de que recomece quando eu estiver distraída. O problema é que agora eu só penso nisso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5087496091165147043?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5087496091165147043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5087496091165147043&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5087496091165147043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5087496091165147043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/11/soluco.html' title='soluço'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-862268956506547313</id><published>2009-11-03T14:17:00.000-02:00</published><updated>2009-11-03T14:41:34.995-02:00</updated><title type='text'>pequena epifania</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oi, há quanto tempo não nos vemos! Eu poderia ter escrito um e-mail, eu poderia ter visitado seu orkut e deixado um recado, mas só o que fiz foi pensar em você. Todos os dias, quase. Gosto de pensar que estamos conversando, eu te contando coisas minhas, inutilidades cotidianas; boba que sou, imagino a gente andando pela rua, olhando as vitrines, eu te puxando pelo braço em direção à máquina de sorvete italiano, você pede um misto de creme e chocolate, eu de morango, a gente se senta para ficar à vontade, e a tarde não passa, são três horas, a gente queria estar na praia. Quando imagino essas coisas, são quase lembranças. Acho apenas que nos esquecemos. Eu estava indo e você vinha vindo também, daí a gente se perdeu - e até se deu conta, mas fingiu que não; como quem cruza um conhecido na rua e quase não presta atenção: eu vi você e sei que você me viu, e vice-versa, mas a gente seguiu adiante. Porque algumas ações dependem de decisões a serem tomadas em segundos. No segundo seguinte já passamos um pelo outro e voltar atrás esboça um desespero sem cabimento. Aí fica assim, a vida passando, a gente indo, quase se esquecendo do que ia dizendo quando, de repente, um sonha ou escuta ou interage com qualquer recordação saltitante, e percebe que faz tempo e quer entrar em contato. Aparentemente não faz muito sentido para o outro que ainda não estava preparado, que ainda não fora tocado pela sensibilidade da saudade ou qualquer coisa que se chame nesse sentido. Então o outro desconfia, quer saber por que, como, desde quando e não obtém resposta, a gente se afasta de novo, até outra recaída saudosista. Ou futurista: apenas pra te contar que estou partindo, vou morar na Itália... Mas o número mudou, e você não liga; o e-mail retorna, e não  se escreve; os conhecidos em comum são completamente estranhos agora, e ninguém mais se entende nem se atende pelo nome. Então estou aqui neste espaço que não é e-mail nem telefone nem convivência, que é um espaço apenas e não se propõe a mais nada além de publicar-me;estou adorando isso porque é como pensar, mas um pensar testemunhado: este documentário é todo o meu silêncio (quem me assiste e me julga, não me interroga porém). E você, como tem passado? Fez um blog também? Eu não te procurei pra dizer essas coisas porque você não se encontra, foi o que sua mãe me disse quando telefonei anonimamente uma única vez, que você não se encontra. Engraçado, sempre achei que você se achava. Caso esteja enganada, ou sua mãe, e você tenha se interessado por realizar o meu singelo sonho de tomar um sorvete numa tarde de sol, aqui estou eu e não estou. Neste espaço, acontecendo, ainda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-862268956506547313?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/862268956506547313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=862268956506547313&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/862268956506547313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/862268956506547313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/11/pequena-epifania.html' title='pequena epifania'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-7698496461576637117</id><published>2009-10-29T11:14:00.000-02:00</published><updated>2009-10-29T11:24:58.244-02:00</updated><title type='text'>prenúncio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu vou morrer. Corro ao espelho e apalpo a face, estarrecida. Estou absurda e desmemoriada. Quase excitada, a Morte, me espreita. Investigativa, a Morte, me assedia. Sou vulnerável, e isso dá medo. Pode ser que ocorra ainda hoje – embora ache pouco provável, sempre acho pouco provável morrer no dia de hoje – e pode ser que seja amanhã, ou daqui a alguns anos, em 2027. De pensar Nela, quase choro. Porque não fiz por merecê-la. Por mérito ou vingança, a Morte não me convém. Talvez não me procure, ainda, eu tenha tempo. Este é seu método de pressão, penetrando-me os minutos como se não existissem e indagando-me sobre o que estou fazendo agora, e o que farei depois, mas o que foi que eu fiz?! A Morte, Pessoa Jurídica, está sempre ligada, sempre logada, &lt;em&gt;always online&lt;/em&gt;. Deve andar cheia de post-its, deve usar o outlook, a Morte – senão, como se lembra? Quem sabe é ela que decide a forma, as ferramentas; não apenas hora e lugar. A Morte dispõe de autonomia total, sua única missão é fazer acontecer: não pode a Morte adiar um trabalho eternamente; se estiver cansada, no máximo, deixa para amanhã – teve gente que, como não incomodava, que já estava em coma há anos, esperou mais um pouco. Às vezes coincide de Ela entediar, e improvisar, e pode ser que seja na sua vez – ou na minha, que estou por aqui, por enquanto – e pode ser que, mais tarde, no quarto de hotel, tomando cerveja e comendo amendoins, a Morte, assista ao noticiário de meias, e dê risada. A Morte, de mim, só tem andado distraída. Um dia lhe dá um estalo, e Ela me procura; e se me mudo – e se emudeço mesmo, encolhida embaixo das escadas – Ela me acha. Eu vou morrer, um dia, eu vou morrer. É esta certeza que me mata.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-7698496461576637117?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/7698496461576637117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=7698496461576637117&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7698496461576637117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7698496461576637117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/10/prenuncio.html' title='prenúncio'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-7083913404026447128</id><published>2009-10-23T10:15:00.000-02:00</published><updated>2009-10-23T10:19:11.937-02:00</updated><title type='text'>ausência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sentir nas pontas dos dedos a ausência, é possível? Perfeitamente. É uma pergunta? Verdadeiro. Gesto de deslizar digitais. Pode estar no odor, essa ausência. Pode estar no vapor da pele, no espelho do roupeiro que registra a cena da cama. A cama. Que concentra um corpo só, parece aberta. Aguarda, uma tranquilidade, irrequieta. Contempla teto; paredes não falam – duvido que ouçam. Escute o que eu digo: o silêncio é mortífero, ao coração; não sei, não; o silêncio me atrai; depois mata. A sede. Parece que é sempre de madrugada; que nada, são seis da manhã! &lt;em&gt;acorda, dei folga pra empregada! &lt;/em&gt;Meu vício é limpar os cantos, que cada canto tem a sua coisa; esta lá, entalada, esperando por dizer. Um dia vem à tona toda sujeira do tapete. Eu passo por cima; não quero nem saber; já vou logo avisando. Que é pra não haver mal entendido. Eu não prometi nada. Nem acreditei em nada. E agora sou, sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-7083913404026447128?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/7083913404026447128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=7083913404026447128&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7083913404026447128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7083913404026447128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/10/ausencia.html' title='ausência'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-6065937500553343796</id><published>2009-10-19T13:33:00.000-02:00</published><updated>2009-10-19T13:37:43.488-02:00</updated><title type='text'>ponto preciso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Trazia um livro, &lt;em&gt;as mãos&lt;/em&gt;. Cumprimentou o moço porque o moço era bonito; fosse homem só, nem tinha visto. Então era tudo dúbio: a vida nem sempre um risco, nem sempre um traço unindo dois pontos - o tempo é interjeição. Mesmo quando desperdício. Mesmo quando sopra em qualquer direção. Girando a biruta. Girando a biruta. Não sei se sul, se sobe ou desce. Aqui. Por favor, pare aqui. Por favor, preciso. Este é meu ponto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-6065937500553343796?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/6065937500553343796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=6065937500553343796&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6065937500553343796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6065937500553343796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/10/ponto-preciso.html' title='ponto preciso'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5230552888617631895</id><published>2009-09-23T09:16:00.000-03:00</published><updated>2009-09-23T09:21:41.968-03:00</updated><title type='text'>Os desavisados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela sentiu-se  invadida por uma sensação de liberdade que era ampla e esvoaçante. A liberdade, que era uma poça rasa, na qual ela podia deslizar os dedos frágeis. Não, era mais uma lagoa transparente para mergulhar de ponta, do alto da rocha onde até então pendia semi-aflita. A liberdade da vida? Não. Era a liberdade da morte. Porque a vida viera lhe contar que morreria em breve. E agora ela podia arriscar, que tudo era permissivo, que tudo era justificável. Ela já não era corpo, era leve. E tinha um carro, e tinha um apartamento, e tinha essa permissão da vida para ir e vir, entrar ou sair, quando quisesse. Foram abertas tantas portas que não sabia por quais penetrar, de tantas arestas também abertas, e janelas, e buracos de fechaduras. Quando fora jovem, tivera a ousadia de pensar que se lhe fosse dado o presente divino de saber quando a vida se dissiparia, ela iria ligar para todos aqueles que, por algum motivo também divino, haviam se afastado dela, para lhes dizer palavras do seu Mundo. Mas agora assumia uma atitude contemplativa, e não sabia como se colocar diante das pessoas que, desavisadas, agiam como imortais. Tão sóbria que estava, poderia produzir palavras de quem erra ou de quem – divinamente – peca. Coisas, enfim, que os seres humanos estão despreparados para receber. E ainda era cedo para começar a beber. Cedo onde? Existe cedo para quem ouviu da Vida que irá morrer? Não sei; não sabia. Era cedo também para responder. É que a Vida não escolhera um momento para lhe contar; não havia se sentado com ela em um lugar apropriado para chorar – nem lhe oferecera lenço! A vida não tinha exclusividade, era de todos e para todos arde – o que distoa é a intensidade. Quando duas vidas vibram na mesma intensidade, então é paixão. Mas ela não tinha outra parte vibrante. Ela só tinha a Vida, que era Tudo. Alguém que tem tudo, parece incrível mas, alguém que tem tudo sempre precisa de alguma coisa. E ela precisava, agora aflita precisava, e tanto desejava, que se exasperava e esbarrava nos móveis pela casa. Só para ter do que reclamar. Só para expelir um palavrão, qualquer vestígio de imortalidade, de quem desconhece que há de ver beleza em tudo e aproveitar. Mas porque ela tinha hora marcada, resolveu se preparar à maneira mais feminina: no salão de beleza, que era o templo dos imortais. Onde o tempo é só uma questão de espera para ficar mais bonita, e qualquer opacidade pode ser destacada com uma tinta, e o barulho do secador de cabelo, de todos os secadores de cabelo juntos, conjugados ao apogeu das senhoritas empiriquitadas, não permitiu ecoar o grito fundo e enviesado dela, quando a Vida a silenciou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porque a Vida avisa. Mas a Morte, não. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5230552888617631895?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5230552888617631895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5230552888617631895&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5230552888617631895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5230552888617631895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/09/os-desavisados.html' title='Os desavisados'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-3878202577463878451</id><published>2009-09-18T18:09:00.000-03:00</published><updated>2009-09-23T09:16:46.600-03:00</updated><title type='text'>aquela velha história</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Gostava de assistir aos programas da tarde comendo rosquinhas de polvilho. O sofá, naquele canto direito, que já tinha o peso seu demarcado, ficava espalhado de farelos; incomodava a nora que pedia a toda hora para a Keyte ir limpar. Às cinco horas da tarde, tomava chá e fazia palavras cruzadas, e Miranda tinha que assistir à Malhação num volume tão baixo que deixasse a velha se concentrar, que pelo menos assim ela largava a TV até a novela das seis. Tinha paixão por cantos gregorianos, e os escutava pouco antes de deitar. Para o resto da casa era cedo, cada um metido em seu entretenimento cotidiano, gritava do seu cômodo que era pra ela maneirar; mas ela nem ouvia ou, se ouvia, não obedecia à barulheira e, contente cantando, ria rodopiando a blusa do pijama ainda no cabide. Aos finais de semana, não lhe faltavam convites – todos absurdos para uma senhora daquela idade, parecia até que a queriam ver longe da cidade. Negava todos com uma educação centenária – rara rara! – mas ninguém notava e, se notava, se aborrecia ainda mais: que essa velha tá passada demais, que a cada ano se enrijece na cena. (uma pobre senhora, uma nobre novela, que pena!) O filho bocejava diante da repetição de sua infância a cada visita que lhes chegava, e tinha de ouvir a mesma história das tampinhas de garrafa que ele trocava por soda limonada, das vezes que caíra no fosso atrás da casa (que ele recordava ter sido uma vez só). Depois, a velha nem sabia de mais nada: colocava sal na limonada, deixava transbordar o leite pro café. Ao fim do dia, quando a família chegava em casa, o cachorro havia se soltado da sacada, a empregada girando em curto circuito: assim não dá mais, desse jeito não vai dar. Mas dava. Sempre dava um jeito para se chegar, e consultar se estava tudo bem, se aquele mês ia dar pra pagar, e escorregava uma notinha de cem. Que ela não era senhora de se pendurar nas costas de ninguém. Por isso até que àquela noite, quando eles chegaram, e não havia nada – nadinha mesmo – fora de lugar, a surpresa foi tanta que a casa toda chorou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-3878202577463878451?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/3878202577463878451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=3878202577463878451&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3878202577463878451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3878202577463878451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/09/aquela-velha-historia.html' title='aquela velha história'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-4187004652708488349</id><published>2009-09-11T16:01:00.000-03:00</published><updated>2009-09-11T16:10:03.138-03:00</updated><title type='text'>autognose</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu sei. É insuportável saber. É verdade, não suporto. Sei o tamanho, sei a distância, sei o peso. A largura, eu sei, a densidade, enfim, eu sei. &lt;em&gt;Eu sei!&lt;/em&gt; Saber é contraditório. Mergulho profundamente vazia de tudo que me falta saber. Geralmente não compreendo o que sei. Saber é inexato, incoerente, quase absurdo. Sei o que não sei e isso me oprime ao mesmo tempo que me move. Não sou ignorante - não ignoro minha &lt;em&gt;falta de -&lt;/em&gt; sei o que eu não sei; apenas me decepciona o quanto ainda me falta para saber. O saber dilata-se a uma frequencia que não consigo acompanhar. À medida que vou sabendo, mais coisas se enfileiram, e se desajeitam, e se desabam para que as saiba. Eu não sei, eu não sei... Eu não sei nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-4187004652708488349?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/4187004652708488349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=4187004652708488349&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4187004652708488349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4187004652708488349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/09/autognose.html' title='autognose'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-6769461859551591932</id><published>2009-09-09T09:07:00.000-03:00</published><updated>2009-09-09T10:37:29.741-03:00</updated><title type='text'>divagar divagar devagarinho</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.webbusca.com.br/pagam/florianopolis/florianopolis3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O chiclete me mastiga a boca, tal qual o beijo de despedida me saliva as gengivas. Estou me fumando, e estou quase chapada. Entorpeço-me e interajo com o mundo de uma forma muito doida. Penso que a vida é isso e aquilo outro, depois esqueço e penso que não pensava em nada. Desenho-me no papel: meus olhos são puxados como os de uma japonesa. Minhas mãos tocam meu corpo com o lápis e parecem não me conhecer pois me dão proporções absurdas. Isso demonstra o meu descontrole? Isso demonstra a minha falta de senso crítico, de percepção própria? O batuque que sai dos meus dedos sobre as minhas coxas enquanto estou no ônibus não acompanha o ritmo da música que ouço. Sou desconexa. Meu tempo é atemporal, e estou caindo a 60 quilômetros por hora – mas ainda é alto e ninguém me vê. A queda é ininterrupta. A queda é inesperada. Há anos pratico uma queda quase infinita, porque só conheço o ponto de partida. Caio diagonalmente aos meus anseios – quase posso tocá-los, vez ou outra os agarro, mas se desmancham nuvens entre os meus dedos. Caio desproporcionalmente ao compasso com que os outros caminham. Estou incapacitada e cheia de atitude. Temo que minha vontade extrapole o vazio e transborde – posso parecer louca e a loucura em sociedade é condenável. Estou num beijo. Estou num selo. Estou num posto de gasolina. Colada num poste eu estou, num barquinho de papel, num parque de diversões. Eu sou essa coisa visível e imperceptível. Minha missão é passar despercebida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-6769461859551591932?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/6769461859551591932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=6769461859551591932&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6769461859551591932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6769461859551591932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/09/divagar-divagar-devagarinho.html' title='divagar divagar devagarinho'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-3671939792772492748</id><published>2009-08-31T16:40:00.000-03:00</published><updated>2009-08-31T16:46:48.708-03:00</updated><title type='text'>menino levado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando ele chegou em casa, assim que chegou em casa, eu disse a ele que aquela seria a última vez, que não iria mais tolerar; que não queria, que não podia, que não conseguia e não iria suportar. Me debrucei com ele sobre as gavetas, e fui tirando inteiras pra fora, e fui espalhando meias pelo chão. Ele levou um susto. Ele levou um tapa. Ele levou as bermudas, as gravatas, as calças largas. Levou do banheiro a loção pós-barba, o xampu anticaspa, as cuecas penduradas. Levou o Rexona, o Azzaro, o remédio para curar a cachaça. Levou da sala as estantes de livros, os DVDs, os não-sei-o-quê da Adminstração; levou o Playstation, o aparelho de som. Levou tomadas e carrapichos, comida enlatada e garrafas pet. Ele levou uma palmada e teve de levar uma pomada, e separou alguns cotonetes. Levou a carteira, o cartão de crédito; a credencial que tinha ele levou. As contas pra pagar, levou algumas; as passagens aéreas, o veículo terrestre, até o aquário levou. O lustra móveis teve de levar, umas roupas sujas pra depois lavar, umas cifras de música pra tirar no violão. Foi andando pela casa e levando as coisas, arrastando os móveis, abrindo portas, deixando voar pela janela. Levou minha fé e a vontade de crer nela. Levou meu café, meu sono, meu cão sem dono. Levou e foi levado – foi realmente um menino levado. Levou-me os cílios num piscar de olhos, as barbas de molho; o meu perdão ele levou também. Só ficou um filho. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-3671939792772492748?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/3671939792772492748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=3671939792772492748&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3671939792772492748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3671939792772492748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/08/menino-levado.html' title='menino levado'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-8188822806778224425</id><published>2009-08-27T11:21:00.000-03:00</published><updated>2009-08-27T11:28:54.219-03:00</updated><title type='text'>de liberação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho me concentrado na fundura da desconcentração. Tenho estado alheia às coisas que me cercam por estar profundamente tomada por elas. Como num sonho, em que ignoro parte do sonho e a outra parte não compreendo; e faço tantas perguntas que acabo não chegando a uma conclusão, porque nada é coerente. A vida é uma insuficiência infinita. É uma busca absurda e incessante. Estou, tal como a vida – e justamente ajustada a ela – estou pleonástica, hiperbólica e redundante. Eventualmente me surpreendo e rio comigo, mas é quase raro. Meu sorriso é raso como o resto do café que permanece na xícara até secar e enrijecer-se negro. Sou extra forte e aromática. Passeando pelos postes, pelas casas, pelos cachorros e pessoas que se arrastam. Eu sou isso que me largo e me apanho antes de cair. Não me permito amadurecer, estou sempre querendo me consumir. É um cedo tardio. É uma tarde ansiosa. Parece que chego antes da hora ou que perdi alguma coisa que era fundamental ao raciocínio lógico. Meu cálculo é absurdo.  &lt;em&gt;Quanto me subtraio ao final do dia ao lavar a louça!&lt;/em&gt; Quebro as alças das canecas, perco uma lasca do prato, entorto colheres tentando abrir potes de conserva. Tenho estado assim, perecível. Parece que vou morrer amanhã e preciso acontecer com urgência. Mas cadê o botão? Onde eu aperto? Estou comprimida. Estou cumprindo tarefas de outro para tentar atingir minhas metas. Que não sei onde as pus. Que não encontro senão quando estou indo dormir, e aí perco o sono querendo convencê-las de que são só minhas. Quando vencida me entrego ao sono, aquela coisa pensada se dissolve num bocejo e escorre feito baba. É uma repugnância: esses planos convexos, essa arquitetura envaidecida, esses projetos espetaculares de vida... para que um outro contemple, faça uns remendos e diga que é seu (e me faça acreditar nisso até mais do que eu, para abrir mão deles como se não os reconhecesse meus). Tenho estado assim, com as pernas dormentes, sem poder me mexer. Repouso dois dedos sobre o punho e não acredito em minha pulsação. Estou tão viva! Estou tão ativa! Como posso permitir que uma espera me contenha? Não, eu vou me liberar dessa missão. Vou me desarmar, me mandar pra casa, ver se eu tô lá na esquina, se faço verão. Preciso de foco, preciso de lentes, de contato com a civilização. Amparada pelos meus anseios, sou o pássaro de asas coloridas que empoleira-se na árvore sem encantar turistas. Preciso mostrar que belos são. Atingir a vida com o meu olhar e registrar, decodificar, produzir e me tornar esse mundo de coisas que eu quero ser para o mundo. Preciso é de precisão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-8188822806778224425?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/8188822806778224425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=8188822806778224425&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/8188822806778224425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/8188822806778224425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/08/de-liberacao.html' title='de liberação'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-3240888245526412571</id><published>2009-08-19T11:09:00.000-03:00</published><updated>2009-08-19T11:10:40.343-03:00</updated><title type='text'>O imperfeito do indicativo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Havia um olhar ausente. Havia um tempo que transitava entre ser, estar, permanecer, continuar... e não se alterava. Havia um pretexto para mastigar a hora - a carne fria que repousa sobre o prato com a farofa. Havia um outono, e na lembrança um verão. Havia uma insensatez coerente, uma determinação a quase nada, um impulso contido de pulverizar. Havia uma carta não escrita no colo, um suco pela metade no copo, o cheiro de alguma coisa queimando. Havia meias espalhadas, um moletom do avesso, e sobre a cama havia (apenas) um corpo. Um incenso e um cigarro. Uma picada de mosquito e um cravo. Havia aparelhos retirados das tomadas, toalhas secando na varanda, e no banheiro um perfume de lavanda – um tapete, uma gilete, uma descarga. Havia uns planos, uns panos de chão. Um boato, um beijo de lado, uma abolição. Havia uns pratos sujos e um enjôo. Dois papagaios mudos e um estouro. Alguma coisa se quebrando havia - um susto, uma suspeita, um senão. Havia um contrário – do sim, da cura, daquele. Havia um estopim e um início. Uma casa de dois quartos e um edifício. Um estresse, um flashback, um gold fish - uma fisgada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Havia a ausência, enfim. Mas fora isso, não havia nada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-3240888245526412571?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/3240888245526412571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=3240888245526412571&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3240888245526412571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3240888245526412571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/08/o-imperfeito-do-indicativo.html' title='O imperfeito do indicativo'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5365083832920880879</id><published>2009-08-12T10:02:00.001-03:00</published><updated>2009-08-12T10:02:52.525-03:00</updated><title type='text'>conto de cacos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho a impressão de ter sofrido um grave acidente há alguns anos. Sinto que pequenos cacos de vidro estão ainda sendo expelidos da minha pele. Quando penso estar recuperada e sorrio, se passo as mãos em meu rosto, percebo nele pontos agudos, saltando-me de dentro. Por serem transparentes, ninguém observa. Mas a mim não podem passar imperceptíveis; me castigam. Às vezes, o desespero de me ver livre deles, me põe a esfregar o rosto, e deslizar as unhas, espremendo-o exasperada. Depois me deixo sangrar, e dou uma gargalhada aliviada. Esses pontos cristalizados sou eu me extravasando. Alguma coisa dentro de mim deve ter se partido, e ainda não cicatrizou. Está subcutaneamente inflamada. Já tentei produtos que fazem descascar a pele, e isso não trouxe os cacos à tona. Já espalhei cremes hidratantes, indicados por variados especialistas, mas ninguém parece entender o meu caso. Eu sou minha única salvação. Eu me compreendo e tenho complacência. Estou me curando constantemente. Vivo a me sabotar, a me encruzilhar, a testar minha capacidade de abstração. Se me distraio, me firo. Se me interrogo, me choco. Tenho estado assim, chocada. Esperando-me nascer. O que será que me aguardo? Que espera absurda me concentra? Estou focada, mas minhas lentes concêntricas embaçam diante da visão exacerbada da realidade. É que me dou conta de que não estou no centro. Sou periférica e inescrutável. Às vezes transbordo, mas quase sempre estou boiando. Planejo minha própria extorsão. Usurpo-me com frequência, tentando persuadir-me de que sou coisa outra. Tenho até uma identidade, números que me são determinantes embora não me revelem. Eu não os escolhi. E se tivesse sido me dada a chance de escolher? Eu me designaria em 5, 8, 2, 9, 0. Não saberia me ordenar. Eu não me obedeço, porque sei que não me condeno. Minha única punição tem esse aspecto de caco de vidro e é de mim expelida como um martírio, cuja dor é pungente, mas não me domina. Estou aberta à dor. Deixo-a entrar, revirar, procurar em mim o que quiser, e sair sem levar-me nada. Meu culto é meu sacrifício, e meu sacrifício é minha libertação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5365083832920880879?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5365083832920880879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5365083832920880879&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5365083832920880879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5365083832920880879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/08/conto-de-cacos.html' title='conto de cacos'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5045242073135094505</id><published>2009-08-11T17:50:00.000-03:00</published><updated>2009-08-12T10:09:19.216-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Cult'/><title type='text'>REVISTA CULT</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;momento merchan&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/SoK-o496WFI/AAAAAAAAARk/NOE-4MdvuXI/s1600-h/imageCapa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369063315475159122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/SoK-o496WFI/AAAAAAAAARk/NOE-4MdvuXI/s320/imageCapa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tem texto meu na última Cult (n. 138)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- O INTANGÍVEL -&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Procure na banca mais próxima!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5045242073135094505?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5045242073135094505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5045242073135094505&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5045242073135094505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5045242073135094505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/08/revista-cult.html' title='REVISTA CULT'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/SoK-o496WFI/AAAAAAAAARk/NOE-4MdvuXI/s72-c/imageCapa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-3980862247479859554</id><published>2009-08-10T10:21:00.000-03:00</published><updated>2009-08-10T10:58:14.447-03:00</updated><title type='text'>porta afora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu tenho um problema com chaves. Sempre que tranco a porta de casa, coloco as chaves na bolsa, sendo que em seguida tenho que retirá-las novamente para destrancar o portão da rua. Faço isso também na garagem, que se atreve ao excesso de cautela de possuir uma porta chaveada entre o elevador e meu carro. Desligo o carro, coloco o chaveiro na bolsa, caminho até a porta... e aí se agrava o problema: destaco a chave errada. Com frequencia me engano sobre qual é a chave certa. Como se não abrisse as mesmas portas todos os dias. Como se o segredo se transformasse com a mesma rapidez que meu pensamento sobre as coisas. Deixo as chaves na casa dos outros - e para suas portas, minhas chaves são inúteis. Perco as chaves na rua - elas encontram novas portas, eu providencio novas chaves. Esqueço onde as coloquei, e fico perdida diante de uma liberdade prisioneira, sem saber se vou e ou se fico. Confundo as minhas chaves com outras chaves, confundo as minhas portas com outras portas; deixo minhas gavetas abertas. Não espio pelo buraco da fechadura de ninguém, e coloco nos meus buracos bolinhas de papel barrando a intervenção alheia. Sou cheia de trancas, cheia de segredos, cheia de senhas para decorar e esquecer. Eventualmente me conduzo com as chaves trocadas, com o segredo exposto, com as senhas erradas. Nessas ocasiões me liberto. Lembro-me de um dia ter saído de casa e encontrado um chaveiro pendurado em um galho de árvore. Alguma pessoa encontrara as chaves erradas e deixara exposta a fragilidade daquele que, distraidamente, perdera as suas. O chaveiro era muito bonito. Quase tive um atrevimento. Mas o meu chaveiro já é parte das minhas chaves que são parte das minhas fechaduras que são parte dos meus pertences. Oh Deus, como posso ser tão insolente, expondo num chaveiro luminoso toda a minha possessividade? Eu tenho esse problema com chaves. Acho que sou uma pessoa trancada. Estas coisas que escrevo são meu vestígio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-3980862247479859554?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/3980862247479859554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=3980862247479859554&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3980862247479859554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/3980862247479859554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/08/porta-afora.html' title='porta afora'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5500211997576768238</id><published>2009-07-30T13:48:00.000-03:00</published><updated>2009-07-31T11:28:01.382-03:00</updated><title type='text'>aquela coisa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sinto que eu deveria estar num local onde não estou, que eu deveria estar fazendo uma coisa outra; que existo deslocada, mas que não foi sempre assim. Em que trecho do caminho - ou do caderno - me perdi? E se aconteceu de ser assim, não era pra ser? Perdi-me completamente ou fui me deixando aos poucos, como a areia que escorre da caçamba de um caminhão? Às vezes, antes de adormecer, me vem uma indagação aguda, parece espetar-me de fora pra dentro. Essa pergunta peralta lembra-me a mim mesma quando criança, nas manhãs de sábado, querendo ver a vida: A-COR-DA! A-COR-DA! A-COR-DA! Agora eu me confesso com uma corda no pescoço e um baquinho azul sob os pés. Mas não vou me matar, e eu sei que é só uma ameaça - por isso às vezes me ignoro. Sei que não vou daqui-ali sem mim. Sou de mim tão dependente que não saberia me abandonar. Vou lutar por &lt;em&gt;nossa&lt;/em&gt; vida até o fim. Eu sou a minha vitória. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5500211997576768238?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5500211997576768238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5500211997576768238&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5500211997576768238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5500211997576768238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/07/sinto-que-eu-deveria-estar-num-local.html' title='aquela coisa'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-4148731880574244684</id><published>2009-07-27T16:36:00.001-03:00</published><updated>2009-07-27T16:44:26.389-03:00</updated><title type='text'>Subjetiva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parece haver sempre uma linha imprevisível a me separar do meu objetivo. E junto dela me aparece uma placa embaralhando-me os sentidos e me fazendo duvidar daquilo que até então era o meu objetivo. Parece até que o objetivo se move! Que eu estava indo naquela direção, e que de repente ele não estava mais lá, e eu olhei em volta e o vi mais à esquerda. Então, tenho que fazer toda uma manobra para me redirecionar e prosseguir, mas quando me dou conta do quanto já andei, percebo que meu objetivo está novamente deslocado. Será que ele muda? Não muda. Meu objetivo é mudo e imutável. Caminha calado, desvia o olhar. Introspectivo. Meu objetivo não é projeção minha: já existia antes de mim, eu só o incorporei a um desejo meu. Quando me aproximo dele, temo que alcançá-lo me torne novamente uma pessoa sozinha e sem objetivo, então eu nos saboto para adiar ao máximo o nosso encontro. Eu e meu objetivo nos amamos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-4148731880574244684?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/4148731880574244684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=4148731880574244684&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4148731880574244684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/4148731880574244684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/07/subjetiva.html' title='Subjetiva'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-6843088177404992260</id><published>2009-07-24T08:42:00.000-03:00</published><updated>2009-07-24T08:43:56.415-03:00</updated><title type='text'>Desenterrando caixas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Ela andou desenterrando algumas caixas. Ela estava bem; esteve trabalhando, conhecendo gente e assistindo a filmes. Um deles era sobre enterros, e ela andou desenterrando algumas caixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas elas havia uma coisa sua que julgava esquecida, e tinha a ver com aquele filme. Eram imagens deslocadas no tempo, que traduziam um sentimento agora verdadeiro. Fora necessário o distanciamento. Fora preciso jogar um pouco de areia sobre aquelas coisas que estavam expostas em demasia. Era uma extravagância só, era uma euforia pública. Então, ela as enterrara, mas havia deixado sobre elas um sinal. Por isso sempre soube o que significavam, mesmo ignorando-as lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela desenterrou algumas caixas, olhou atentamente amando-as; tratando a si com benevolência e cumplicidade. Um momento de amor de si, sem julgamentos. Como um gato que se mantém fiel à casa, aquelas coisas suas haviam permanecido lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Houve silêncio. Houve conversa. Houve confronto de ideias remotas e atuais. Em algum momento se coincidiram, se corresponderam, mas depois se viu que eram predominantemente conflitantes, e que havia um motivo para tanto: a mente permanecera operante, enquanto as ideias permaneceram lá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por alguns instantes, ela sentiu-se em um dilema. Não sabia como lidar com todas aquelas coisas que trouxera à tona. Então achou que algumas poderiam servir ao coração, que outras poderiam adaptar-se à mente, e o restante devolveu às caixas e as enterrou de volta lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos até o próximo filme. Ou até a próxima música. Até vazar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-6843088177404992260?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/6843088177404992260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=6843088177404992260&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6843088177404992260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6843088177404992260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/07/desenterrando-caixas.html' title='Desenterrando caixas'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5958625501645900079</id><published>2009-07-23T08:33:00.001-03:00</published><updated>2009-07-23T09:48:19.646-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='M. C. Escher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drawing Hands'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.confrariadovento.com/revista/numero17/drawing%20hands.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 372px; height: 315px;" src="http://www.confrariadovento.com/revista/numero17/drawing%20hands.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Drawing Hands" de M. C. Escher. Litogravura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou essa pergunta. Também não sei da intenção ou do motivo em que me debruço quando me ponho a preencher esta página com linhas de improbabilidade. Não há porta a se abrir nem janelas nem transparência alguma. É claustrofóbico sentir. Amontoa-se nuvem por dentro da gente e se amua num canto, feito criança carente à espera de colo. Não chora. Não, meu sentimento não sofre. Quem sofre sou eu, que não sei em que diretório encontra-se nesse sistema virtual de emoções. Quem sabe seja ilusório pensar que essas coisas que sinto são apenas coisas que passam pela minha cabeça, isto é, que sejam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;coisas&lt;/span&gt;. Quem sabe haja um motivo para esta reflexão. Quem saberá? Quem é esse que pergunta, ou que gera tantas perguntas e em seguida se omite na inexatidão? O dono da questão não sou eu. O receptor da mensagem não é você. Explicações não são respostas. Eu sou essa pergunta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5958625501645900079?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5958625501645900079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5958625501645900079&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5958625501645900079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5958625501645900079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/07/eu-sou-essa-pergunta.html' title=''/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-6761883850923808063</id><published>2009-07-20T08:35:00.000-03:00</published><updated>2009-07-23T08:49:13.031-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Queda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mario Pacheco'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/SmRZXzR4XzI/AAAAAAAAARc/D_6XMRpxLw4/s1600-h/Queda-g_em%2520metal-50x50-1997.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360507721914801970" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 300px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/SmRZXzR4XzI/AAAAAAAAARc/D_6XMRpxLw4/s400/Queda-g_em%2520metal-50x50-1997.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Queda, 1997. Mario Pacheco - Xilogravura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde reside o prazer senão no atrevimento? Embrenhar-se no desconhecido quente, no gélido estado de não saber; permitir-se: eu topo, eu encaro. Mas nesse estado se está subindo, e não enxerga-se na subida a altura do penhasco; se há um abismo – às vezes é certo que vem uma descida, ou mesmo uma planície – geralmente é um abismo e aí, aí ninguém quer topar mais nada, se não há no que se agarrar, muitas vezes o que se decide é um salto, e não se percebe. Desistir de saltar pode ser o maior salto já ousado. Desistir de seguir é tão ousado quanto ir, simplesmente ir...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-6761883850923808063?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/6761883850923808063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=6761883850923808063&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6761883850923808063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6761883850923808063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/07/onde-reside-o-prazer-senao-no.html' title=''/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/SmRZXzR4XzI/AAAAAAAAARc/D_6XMRpxLw4/s72-c/Queda-g_em%2520metal-50x50-1997.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-7885040812627934348</id><published>2009-07-16T09:06:00.000-03:00</published><updated>2009-07-16T09:26:56.086-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando pensei este blog, não havia em meus planos falar-lhes diretamente. Não havia um plano, apenas uma idéia esvoaçada de que postaria algumas coisas. Mas logo em seguida, cobraram-me participação nos concursos literários, e eu percebi que era chegada a hora. Porém, na maioria deles, há obrigatoriedade de ineditismo para participar, e eu não tenho assim uma obra tão vasta para abraçar tudo e ainda criar postagens. Por isso, confesso agora, que boa parte dos textos aqui postados já não era inédita. É isso mesmo: se vocês são meu concurso, e se esperavam de mim o ineditismo, terei de ser desclassificada. Não posso comprometer-me agora com tantas exigências; simplesmente porque não posso exigir de mim textos que me satisfaçam, quando no fundo sei que estão sob encomenda. Encomendados com tema livre, é claro, mas ainda assim presos a uma finalidade; atrelados a um objetivo que é meu, não deles. Não é justo comigo nem justo com eles, nem tampouco é justo com o leitor, que não quer passar por aqui e ler qualquer cuspe literário meu. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Então, onde quero chegar? não enxergo o que há pela frente, e portanto não posso escolher que lugar, dentre aqueles, quero chegar. Por ora, digo apenas que devo continuar postando. Que ontem à noite eu escrevi quatro contos seguidos, e gostei de todos - e, claro, isso foi ontem. E que me perdoem se sentirem que não estou dando tudo de mim. É que não estou mesmo conseguindo juntar esse tudo de mim para espalhar por aqui. Ainda estou me pensando. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(e talvez eu nunca esteja pronta)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-7885040812627934348?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/7885040812627934348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=7885040812627934348&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7885040812627934348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/7885040812627934348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/07/quando-pensei-este-blog-nao-havia-em.html' title=''/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-2583766976869691306</id><published>2009-07-13T16:08:00.001-03:00</published><updated>2009-12-07T10:45:26.255-02:00</updated><title type='text'>Um desespero só</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para justificar a sede. Cobraram-se retorno urgente. Despediram-se ofegantes como se corressem – em direções diversas (e era quase sempre um adeus). Para não prejudicar ninguém, impediram-se – e depois se lamentaram em silêncio. Porque em silêncio também pediam com urgência um retorno, mas ninguém atendia. Poucos compreendem que há perguntas que não chegam a se pronunciar, embora se mantenham pendidas como à beira de uma janela no décimo segundo andar. E se ignorarmos as perguntas, e se não fornecermos as respostas? Não é necessário pensar sobre isso, as perguntas estão todas por aí, acontecendo diariamente, tal como as respostas. O complicado é colhê-las. Difícil é uni-las, saber que resposta corresponde a que pergunta. Quando o diálogo se desenrola naturalmente, não é necessário esforço para que a mensagem seja transmitida. Mas no caso deles, naquele caso que era entre eles, qualquer coisa enviada com destinatário seria prova de um delito previsto em lei – que lei era aquela? O que poderia ela diante da lei que era deles? Não sabiam. E se acovardavam em descobrir. Talvez revelasse um não-sonho, talvez a lei lhes dissesse que nada poderia fazer para impedi-los, talvez fosse realmente complacente. Mas a lei deles era proibida; essa lei que era deles era de uma cumplicidade, era de uma significância imprevista e delicada, que urgia discrição. Senão não seria aquela coisa que era só deles; seria apenas mais uma lei em meio a todas as leis operantes no universo – e é provável que com o tempo caísse em desuso, até que, dali a algumas décadas, alguém fosse dar por ela, e indagasse um estudioso, e ele respondesse com desprezo que aquilo ali não valia há muito tempo. Porque tem coisas que há muito tempo deixaram de existir, mas estão arquivadas. Como os dois fizeram um do outro, mantendo seus registros intimamente, como se deles pudessem se desfazer um dia, quando a caixa estivesse cheia, e fosse preciso esvaziar-se da vida inútil – dessa vida que se passa paralelamente a que se vive. Até que ele olhou pra si. E ela olhou pra ele – porque ela ainda o enxergava de vez em quando, embora ele não a visse há muito tempo – e os dois perceberam que estava pesado demais, que já não podiam aguardar tanta espera – o que antes era coleção, agora é lixo; porque nunca chegou a completar o álbum, e perdeu o sentido do anseio. E de se olharem assim, um pra dentro, outro pra fora, e de perceberem que não dava mais, ele tentou ligar pra ela, mas o número dela havia sido desativado, ela estava morando ninguém sabia direito onde, nem desde quando, disseram até que andara se casando; e ela tentou escrever para ele, mas aconselharam que não o fizesse, que ele já tinha alguém que o tornava sereno, que o que ela lhe proporcionava – que, aliás, era mútuo – era uma inquietude agora inconcebível, que já tinham trinta anos, e casa pra manter, conta pra pagar, e o que a família iria pensar disso? Porque havia a lei, e enquanto apenas desejassem, não seria delito algum, porque não transpareciam, porque não havia urgência nos gestos cotidianos em que trabalhavam as mãos. Havia sim um desanimo; uma ameaça tediosa e maçante que os rodeava, e sentava sobre eles enquanto trabalhavam, e escalava seus ombros enrijecendo-os, e entupia suas narinas, saindo por seus olhos, impregnando em suas roupas, esticando-se sobre suas camas, até ocupar o espaço de um corpo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-2583766976869691306?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/2583766976869691306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=2583766976869691306&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2583766976869691306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/2583766976869691306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/07/um-desespero.html' title='Um desespero só'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-431522395549121741</id><published>2009-07-07T10:49:00.000-03:00</published><updated>2009-07-07T14:40:25.775-03:00</updated><title type='text'>Retrato de Família</title><content type='html'>O vento sul suspira mudanças.&lt;br /&gt;Creio que seja cedo ainda, e ainda ontem&lt;br /&gt;avistei tempestades em cachoeiras;&lt;br /&gt;pequenas chamas em brasa ardente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(talvez esta não seja minha família)&lt;br /&gt;Olho para ele e o indago, o persigo.&lt;br /&gt;Dói desabotoar a camisa, dói&lt;br /&gt;fazer o próprio café? Há noites&lt;br /&gt;eu não faço mais que fechar os olhos&lt;br /&gt;- e as pernas. Há noites contemplo jantares,&lt;br /&gt;colunas sociais; protagonizo a agonia&lt;br /&gt;de desfilar seminua, semiesposa, semialgumacoisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando varro a casa é quando&lt;br /&gt;tenho paz. No entanto, no instante&lt;br /&gt;em que as chaves se movimentam,&lt;br /&gt;eu me tranco lesma, eu me fecho intensa&lt;br /&gt;gosma de encolher marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bebê banaliza o berço.&lt;br /&gt;O bebê é nosso. É teu e meu.&lt;br /&gt;Nasceu quando? Antes de haver&lt;br /&gt;nós embaraçados, e me recitavas&lt;br /&gt;versos com a palavra "flâmula".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(perigoso estilete cortou-me as partes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ando pendendo para um dos lados.&lt;br /&gt;Nenhum dos dois me conhece, porém.&lt;br /&gt;E há sempre um terceiro que diz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-431522395549121741?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/431522395549121741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=431522395549121741&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/431522395549121741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/431522395549121741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/07/retrato-de-familia.html' title='Retrato de Família'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-5670552749791735939</id><published>2009-06-19T11:56:00.000-03:00</published><updated>2009-06-19T14:28:15.920-03:00</updated><title type='text'>Depois de ler Alice Ruiz</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/SjuonPRWDgI/AAAAAAAAARI/6d_Gax8Taw8/s1600-h/alice+pri.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349054374500240898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/SjuonPRWDgI/AAAAAAAAARI/6d_Gax8Taw8/s320/alice+pri.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Imagem de Maíra Soares&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Coquetel de lançamento de XXI POETAS DE HOJE EM DIA(NTE)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Se você me deixar&lt;br /&gt;vai ser uma pena&lt;br /&gt;leve leve a flutuar&lt;br /&gt;sem ponto&lt;br /&gt;nem vírgula&lt;br /&gt;nem nada&lt;br /&gt;que...&lt;br /&gt;se é pra zoar,&lt;br /&gt;eu quebro tudo com um poema&lt;br /&gt;de enlouquecer bicho-grilo;&lt;br /&gt;se é pra fazer um bicho&lt;br /&gt;de sete cabeças,&lt;br /&gt;eu escrevo outras dezessete linhas&lt;br /&gt;para ver se entra&lt;br /&gt;em uma dessas&lt;br /&gt;essa coisa que te amo&lt;br /&gt;e é só minha&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-5670552749791735939?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/5670552749791735939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=5670552749791735939&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5670552749791735939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/5670552749791735939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/06/depois-de-ler-alice-ruiz-ano-passado.html' title='Depois de ler Alice Ruiz'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/SjuonPRWDgI/AAAAAAAAARI/6d_Gax8Taw8/s72-c/alice+pri.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-8331899591930434736</id><published>2009-06-16T11:49:00.000-03:00</published><updated>2009-06-16T13:54:51.510-03:00</updated><title type='text'>Elogio à Ética</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Você veio me dizer de forma toda poética que o seu maior prazer era admirar a minha estética. Eu confesso não ter entendido absolutamente nada da sua profética, mas mulher tem sexto sentido, e eu te falei de maneira sintética que jamais sairia contigo. Eis que então você me demitiu por injusta causa e eu, me enchendo de raiva, para não te mandar àquele lugar, decidi me posicionar. Consultei um dicionário para enriquecer o meu vocabulário e te contra-argumentar – galanteador feito um canário, mas tão ofensivo e ordinário. Agora, escuta aqui, sua anta patética, antes de se gabar da sua hermética, você deve respeitar suas funcionárias frenéticas, que tanto trabalham em seu lugar. Enquanto você viaja pelas europas e soviéticas, a gente está lá no escritório, fazendo o quê? É notório: estamos cibernéticas de tanto digitar, formatar, editar, ocultar e se desculpar por você – percebe-se pela minha aparência esquelética. E o senhor tem coragem de me colocar na rua, depois de elogiar minha estrutura atlética? Depois de insinuar querer me ver nua? É muita falta de censura! E nem estou analisando faixa etária – até porque sou bem eclética – mas, cá entre nós, com essa sua urticária, nem se eu fosse uma doida epilética! Mas veja bem, argumento e não perco a compostura – você diz que mulher é muito histérica. E vou além: lembro-me também de ouvi-lo criticar a minha aferética, me subjugar, me caracterizar de aérea. Agora, se me permite retrucar, eu te convido a analisar as coisas de maneira mais eidética – não, não é doença venérea. E para finalizar dialética: vou embora, sim, mas sem me envergonhar. Ao menos a mim não falta ética.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-8331899591930434736?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/8331899591930434736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=8331899591930434736&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/8331899591930434736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/8331899591930434736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/06/elogio-etica.html' title='Elogio à Ética'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3030427305373621356.post-6098984088297850175</id><published>2009-06-07T21:00:00.001-03:00</published><updated>2010-01-29T08:38:28.889-02:00</updated><title type='text'>Obrigado, meu amor!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Oi... Eu tô ligando para te agradecer... Como pelo quê? Por tudo... Quê?... Sim, mas me deixe concluir, mulher!... Claro, claro que estou ligando pra pessoa certa... Sim, é o Valdir! E eu, Valdir, quero te agradecer por tudo o que você fez por mim. Mas como foi muita coisa, vou ter de listar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º Obrigado por entrar na minha vida no momento mais inoportuno, me fazendo entender que meu casamento já havia morrido há anos – e me ajudando a enterrá-lo de vez;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º Obrigado por se instalar em minha casa logo na primeira semana, reorganizar minhas gavetas de modo que eu não encontrasse mais nada, me ajudando no processo de separação da outra mulher - que deixei, claro, só porque já não sentia o mesmo por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º Obrigado por me ajudar com as compras do supermercado, com meu novo visual – embora me sinta um &lt;em&gt;punk&lt;/em&gt; aos 40 – com minha conta bancária – tenho certeza de que você me endividou para me ajudar a enfrentar meu medo de aceitar riscos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º Obrigado por me fazer compreender os signos e seus decanatos. Graças a você, estou sabendo que nossas Luas não se cruzam, nossos ascendentes compartiham defeitos e nossos signos são de elementos contrários;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º Obrigado por me comprar um cachorro. e já agradeço também por ter colaborado para a minha descoberta de que sou alérgico a pêlos de &lt;em&gt;cocker&lt;/em&gt;. Mas que cãozinho atencioso aquele, é um "reloginho";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6º Obrigado pelos bolsos, carteiras, gavetas e móveis revistados. Hoje em dia sinto-me, além de organizado, um homem precavido; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;7º Obrigado pelos absorventes, de vários modelos e tamanhos, que você esqueceu em meu banheiro junto da sua escova de dentes. Nunca se sabe quando vamos precisar emprestar essas coisas a alguém;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8º Obrigado pela atenção infinita e dedicada ao longo desse efêmero envolvimento; a necessidade de me possuir com exclusividade constante e integral; o desejo de me cobrir de beijos em um dia e de ausência no outro; a compreensão de que sou vinte anos mais velho que você, mas que com certeza poderíamos passar uma semana em Ibiza; o tato para lidar com o fato de que tenho filhos da sua idade – levando-os para sair todas as sextas e me convidando a buscá-los ligeiramente alcoolizados (os três);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9º Obrigado pelos planos que fizemos juntos, os sonhos que sonhamos, os projetos de vida que idealizamos. Se eu encontrar outra pessoa, nesses anos de vida que me restam, talvez dê tempo de pegar tudo isso emprestado e tentar realizar com essa pessoa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10º Mas principalmente muito, muito obrigado pelo filho. O filho que você deixou tão cautelosamente em nosso quarto, dormindo abraçado em teu pijama. O filho que eu nem sei como se chama, e por isso batizei de Jesus – “Pobrezinho, nasceu em Belém...”. O filho que não é meu. Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quê?... Eu não terminei. Acho muito clichê terminar no décimo item... Mas é claro que tem mais coisa: é que eu não tenho certeza do bairro em que você se encontra, mas conheço a localidade. Então... obrigado. Obrigado por ir à puta que pariu!” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;-------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Crônica é destaque no&lt;span style="color:#990000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.desacato.info/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;http://www.desacato.info/&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;, e recebe inclusive uma versão em espanhol por Raúl Fitipaldi, da América Latina Palavra Viva.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3030427305373621356-6098984088297850175?l=blogdapriscilalopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/feeds/6098984088297850175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3030427305373621356&amp;postID=6098984088297850175&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6098984088297850175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3030427305373621356/posts/default/6098984088297850175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdapriscilalopes.blogspot.com/2009/06/obrigado-meu-amor.html' title='Obrigado, meu amor!'/><author><name>Priscila Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16744632424618053520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_nghBdfqdZ74/TH6Yend_raI/AAAAAAAAASg/JG4Wz-diabQ/S220/16082010-DSC_0072.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
