terça-feira, 1 de junho de 2010

girassol

Amarela. Sorri girassol. Contempla horizontes. Onde? Onde? Acende odores que minha lembrança esconde. Surpreende e reza. Ajoelho e penso que é a voz de nós. Desatamos, desatamos; e só nos prende o que não segura a loucura que é sermos dois, duas, iguais em gênero e graus. Diferentes, daqui a pouco sente que o caminho é outro, que o agora é muito pouco, e faz as unhas, diz que é mulher de um homem só. Não sou, sozinho, não sou. Correspondo a mim e me igualo a qualquer um. Corro na rua; ela no sinal, pára o trânsito e grita vermelho, verde; amarela. Ela. Vai na frente. Ela. Ela. Estampando os dentes, corajosa. Ela. Ela. Ela. Eu, quase sempre, fico pra trás.