segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
nota de ausência
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
O pedido
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
mundo cão
* * *
Mundo Can
Volvía del trabajo. Noté que caminaba delante de mí una mujer aparentemente vestida con una capa para la lluvia. Caminaba como si la esperara un compromiso. Era de noche y pasó tiempo hasta que me di cuenta, después de haberlo notado, que la capa negra era en realidad una bolsa de basura. No llovía. Yo caminaba así, mirándola sin interés, cuando advertí que también la seguía un perro. Un perro negrito con patas menudas, que caminaba como ella, buscando algo. A pesar de que el perro no tenía collar, ella parecía confiar en que la seguía —o quizás ni lo supiera, no importaba; puede ser. De repente, delante de mis ojos sucedió un dilema. Un señor surgió de la oscuridad con un plato laminado que contenía restos de comida —había porotos, unos pedazos de carne— pero tan poco que ni el perro se llenaría. El hombre se agachó cerca del poste y le esparció la comida al perro—la mujer caminaba con la vista siempre adelante, como si su objetivo estuviera mucho más allá de alimento o casa; no sé si estaba lúcida, creo que no. En ese momento, el perro diminuto, el pobre perro, paró inesperadamente frente a la comida, husmeando con recelo —vaya uno a saber cuántas veces le han ofrecido algo gratis y de ese tamaño, sin un puntapié a cambio. Pero entonces el perro miró a la mujer, miró con desesperación, ¿me entiendes? Ella ya caminaba a algunos metros de nosotros — yo desaceleré los pasos para observar la escena, insistiendo dentro de mí para que el perro, por el amor de Dios, se alimentara —pero se quedó mirando a la mujer, mirando el plato, mirando a la mujer… metió la cabeza en el plato, y masticó con prisa mirándola a ella, como quien no quiere perderla de vista. Yo pasé a su lado, lo juro, con ganas de llamarla y decirle “¡Este es su perro!”, pero sintiendo un no sé qué, eso que dice “¡Qué tontería, olvídate de eso!”; simplemente entré a mi edificio. Al pisar mi casa, me acordé de Duque, que sabía cuándo yo llegaba por el ruido de las llaves allá abajo y me esperaba en el sofá, medio agachado, invitándome a hacerle fiesta. No tengo más a Duque. Sin sacarme la mochila ni nada, volví a cerrar la puerta y bajé por la escalera con una prisa en el corazón que tenía el compás de los pasos de la mujer. Salí del edificio en dirección al poste, pero de lejos se veía que el perro ya no estaba más allí. Me acerqué para estar segura. Era verdad; no había ninguna señal del perro. Pero la comida, la comida estaba allí, en el platito laminado. Prácticamente intacta.
Versión en español, por cortesía del amigo Raul Fitipaldi. Traducción: Tali Feld Gleiser.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
um jeito meu de me dar
terça-feira, 26 de julho de 2011
o mergulho
sexta-feira, 8 de julho de 2011
adeus azul
a chegada é amarela, já reparou?
o adeus, como está em tudo
desperdiçado, comunitário
de todos é, e pra todos é
sendo o que foi e será
o adeus está, e esteve, foi
o que eu quis esconder um dia
pra depois me lembrar, pois
o que passou foi bom, e nem tanto assim.
quando era o adeus uma irmã,
sabia de tudo, cobria tudo
uma alameda por onde passavam casais
depois o adeus foi ficando distante da gente,
como se tivesse crescido, como se amadurecido
não pudesse falar, nem lembrar, de tempos atrás
hoje o adeus anda nas esquinas
embaixo dos viadutos, procura suspenso
um ar absoluto, de quem encontrou a paz
- por cima da gente o adeus nos cumprimenta
e às vezes inventa que fomos amigos,
nos amamos mais e mais
eu deixo para ele umas moedas
nem por dó, nem por estar só
e ele me recebe ainda
porque é linda, linda demais
a lua, a rua, as coisas todas
que juntos juramos esquecer - e faz
uns anos e uns trocados
que eu não me esqueci.
terça-feira, 14 de junho de 2011
vermelho
sexta-feira, 27 de maio de 2011
então era isso
quinta-feira, 19 de maio de 2011
a dor perfeita
terça-feira, 10 de maio de 2011
carta amiga
quinta-feira, 24 de março de 2011
lá
quarta-feira, 9 de março de 2011
melembro
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O Cara
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Resultado do II PRÊMIO LITERÁRIO CIDADE POESIA
A Associação de Escritores de Bragança Paulista – ASES – tem o prazer de divulgar o resultado do II Prêmio Literário Cidade Poesia. A solenidade de entrega de prêmios e o lançamento da antologia estão previstos para o segundo semestre de 2011, possivelmente nos meses de agosto ou setembro. Entraremos em contato com todos os autores abaixo relacionados a partir do próximo mês de março.
Melhor conto na categoria "autor bragantino":
O elixir da longa vida
Autora: Milena Dias de Paula – Bragança Paulista
Categoria Geral (mais de 400 inscritos):
1° lugar:
O polvo
autora: Rita Isabel dos Reis Garcia Fernandes – Amora - Portugal
2° lugar:
A maçã
autor: Camões Ribeiro do Couto Filho – Taubaté – SP
3° lugar:
São Raimundo da Viola
autor: Jorge Sebastião dos Santos – Belo Horizonte – MG.
MENÇÕES HONROSAS
( em ordem alfabética de autores)
O Quimono
André Kondo – Jundiaí – SP
Depoimento
Benilson Toniolo – Campos do Jordão – SP
O cabelo loiro
Gracieli Borges Ferreira de Souza – Alfenas – MG
Torta de Palmito
Henrique Alberto Alves Ferreira – Diamantina - MG
Bio Boi
João Paulo Parísio – Jaboatão dos Guararapes – PE
A maçã do amor
Priscila Lopes – Florianópolis – SC
Pirilampos
Renato Benvindo Frata – Paranavaí – PR
DEMAIS CLASSIFICADOS PARA A ANTOLOGIA:
( em ordem alfabética de autores)
- O arranjo
Ana Cristina Mendes Gomes – Rio de Janeiro – RJ
- O ateu que acreditava em Santos
Anderson Ferreira S.Alcântara – Goianésia- GO
- Obsessão
António José Barradas Barroso – Paredes – Portugal
- Rei velho, Rei Novo
Bethânia Pires Amaro – Salvador - BA
- A catequese
Dinis Reis Sutil Miracho – Lisboa – Portugal
- Vó Lucrécia
Evandro Figueiredo Cândido- Elói Mendes –MG
- Livro de Sonhos
Iverton Gessé Ribeiro Gonçalves – Nova Prata – RS
- Manhã de inverno
Paulo César de Oliveira Tórtora – Rio de Janeiro –RJ
- Desatentado
Ricardo Maggessi Viola – Lambari- MG
- Homens
Rodrigo Alfonso de Figueira – Porto Alegre – RS
* * *
escreva para
pricostalopes@gmail.com
Obrigada!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
canção de consolo
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
intervenção
Mas eu te espero ainda; como quem sonha em ganhar na Mega Sena, e não joga.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Selecionada no III Prêmio Literário Canon de Poesia
Disponível em: http://www.canon.com.br/Noticias.aspx?id=24377&origem=2
A pedidos...
Corpus Triste
Ando à beira do teu pesadelo-mãe.
Teu espectro na janela do banheiro
- a visão exacerbada de um anjo.
Para dentro das minhas trevas atravessam,
contemplam meu aspecto macilento
- anunciação.
Receio que esteja incomodandoesse parafuso em tuas mãos,
esse para-raio em teus cabelos.
Há tanta soberba, comentas,
eu sou teu irmão!
Nossos corpos
- vasos das mesmas mãos
: veneram opostos
- hóstias hostis.
(não creio em sono que perdure)
Durmo durante o dia.
À noite a Terra grita
- garganta em mim.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
a coisa mais precisa
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
valer a pena
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
cera quente
Primeiro eu te sorria; tinha a memória seletiva de um cão. Era fácil assim. Você me entregava uma verdade tão absurda que era quase surreal, e eu achava admirável tamanha sinceridade; eu te sorria. A gente se abraçava no mundo e comemorava o encanto que éramos, de discretos e honestos e inocentes. Eu te dava paciência, e a paciência era também o nosso pão; a gente comia disso todo dia sem reclamar. E tu me davas uma porção de coisinhas, como estrelinhas de pelúcia coloridas, como esses móbiles de berço de bebê. Eu estava te esperando. Mas eu só estava te esperando porque você estava se preparando para mim. Você um dia iria chegar, e seria muito melhor que aquilo – se aquilo já era bom, com todos os seus defeitos, imagina quando ficasse; quando a gente progredisse e eu não tivesse mais que te dar paciência e nem tu explicações. Não foi bem assim, devo admitir. Quero dizer, você até que fez a sua parte. Quando chegou a minha vez, eu calei a voz do peito mas ainda ouvia os gritos que abafava para que tu não soubesses que eu era uma corrompida, que minha força era fraca. Depois você foi ficando cada vez melhor pra mim e quanto mais isso acontecia, mais eu enxergava que o que vivera até então era uma ilusão, uma falta de amor próprio; que não deveria nunca ter ficado esperando por ti, porque na época tu não valias nada. E eu comecei a recapitular nossos momentos, e a perceber o quanto eu já estava neles e tu inatingível: o último dia dos namorados, em que você escreveu no box que eu era uma bonitinha – depois fiquei sabendo através de um amigo, por acaso e sem malícia, que para ela havias feito assim o convite pra se casarem. Sabe, eu comecei a te conhecer depois de um ano e a descobrir que não havia conhecido, e que o que havíamos vivido era superficial. E em vez de me tornar uma pessoa agradecida, por teres te tornado muito mais do que eu pedira, eu comecei a ter por ti um sentimento que não é nem de raiva nem de dor, mas tão parecido com a simbiose disso que posso chamar de mágoa. Se o tempo todo poderia ter sido assim, por que não foi? Por que agora? Onde esteve esse tempo todo, e o que pensava, o que sentia? Essas perguntas todas não te faço – o tal grito que calo com teus lábios – pensamento que espanto feito moscas. Mas uma decisão eu tomei, e serei fiel a ela como não foste a mim: eu vou tirá-lo de mim. Infelizmente, não vai dar pra ser agora, com estupidez e arrogância – eu suporto uma depilação com cera até duas vezes por mês e não suportaria isso. Decidi que será como arrancar um adesivo que há muito tempo foi colado ali. Tem que ser pelas pontinhas, distraidamente, de vez em quando, talvez até molhar um pouquinho. Se eu arrancar de repente, pode deixar o rastro do teu papel, e eu não quero viver por ti o que tu viveu por ela e não me deixou ser feliz.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
já ia
sábado, 9 de outubro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
caraminholas
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
medo
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
alguns registros do lançamento em Floripa
Performance de Luiza Lorenz
* * *

* * *
* * *

* * *
eu mesma.
* * *
mais uma vez agradeço a presença de todos
estas são apenas algumas das fotos
devo divulgar todas no orkut em breve.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
a novidade
sexta-feira, 30 de julho de 2010
"Uns traços, todos imponderáveis", Priscila Lopes

sexta-feira, 23 de julho de 2010
traída
segunda-feira, 19 de julho de 2010
salvação
segunda-feira, 21 de junho de 2010
obstrução
terça-feira, 15 de junho de 2010
amor eu sei
segunda-feira, 7 de junho de 2010
carta curta
terça-feira, 1 de junho de 2010
girassol
sábado, 22 de maio de 2010
dois
segunda-feira, 17 de maio de 2010
cachorra
Via que voltar era um caminho se apagando. Farejava os espaços agora ocupados por outras pessoas; não reconhecia um cheiro que lhe tivesse pertencido. O cheiro do seu dono. Não era saudade, não era nem isso! Era aquela coisa que fica até chato falar porque não se sabe o que é pior: ouvir ou ter confessado, o apego. Um dia fugiu de casa, foi assim. Não sabia que fugiria; não sabia nem que estava indo a algum lugar e, portanto, voltar era algo que não havia cogitado. Quando viu, já era noite. Sentiu-se acolhida em tudo que era barzinho, lanchonete, balada. Ninguém mandava nela, ali, gostavam dela assim. E várias pessoas lhe ofereceram onde ficar, lhe fizeram carinho, brincaram com ela. Tanto que ficou mais um pouco. Dois dias no máximo. E voltou porque voltava, simplesmente. Talvez voltasse pra compartilhar com ele uma alegria que era só dela. Talvez porque apenas uma dose daquela droga de liberdade tivesse sido suficiente. Talvez, ainda, porque ele precisasse muito mais dela, e já devia estar sabendo disso. Ou...
segunda-feira, 10 de maio de 2010
os noivos
terça-feira, 20 de abril de 2010
encontro
quinta-feira, 15 de abril de 2010
tudo novo de novo
segunda-feira, 5 de abril de 2010
sobre avisos e promessas
Soube que se separaram. Não pude conter a petulância de vir até aqui, de sair sabe lá Deus de onde, e vir, sabe lá Ele com que forças, até aqui, pra dizer que eu te avisei. Eu te avisei, eu te avisei. Eu disse tantas vezes que poderia citá-las pra que adormecesses, meu anjo. Eu disse e pensei e acho até que incomodei você com esse assunto por meses, até que você se foi, e eu entendi mas não me conformei, nunca. Não sou homem de mascarar sentimentos, não sou homem de achar que é humilhação qualquer palavra dita num momento de emoção. Até mesmo os palavrões; venero todos, e os trago pra junto de mim, e os abraço - são filhos meus naquele instante. De te esperar, a vida foi ficando. Depois, antes que eu encontrasse uma forma de te reencontrar, perdi o ânimo que me levava a tomar conta de você, a espreitá-la sussurrante, a recusá-la de tanto amar. Fiquei sabendo que estavam bem. Fiquei sabendo que tiveram um filho. Esperei você me ligar nesse dia, como se houvesse possibilidade - havia? Esperei você me ligar no mês seguinte, e naquele ano todo eu andei por lugares em que corresse o risco. Até que um dia eu vi num fime... não, eu ouvi numa música... eu li no Coríntios... eu pensei comigo... que o amor é paciente, ô se é, o amor é um doente bêbado que vive cantando na sarjeta; ou um balão desses que transportam pessoas, que a gente olha pro céu e não acredita como é que voa. E eu te deixei de lado, e eu me deixei ser feliz. Mas agora recebo notícias tuas na Páscoa. Vocês se separaram. E você tem um filho pra criar; eu sei, esse cara não tem condições de lhe pagar uma pensão. Então eu tô te escrevendo aqui pra esse e-mail que me disseram que de vez em quando você acessa. Tô escrevendo pra pedir tua conta bancária e tua agência, teu retorno, teu carinho - tua carência? - teu perdão; tudo-tudo, e simplesmente que, por favor, minha filha, volte pra casa. Beijo do pai, da mãe e do cachorrinho Tobby.

