sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

onde significante e significado funcionam juntos

Faz silêncio. Não rima. Linda, mesmo assim; brilha. Parece coisa que se acende na noite; em meu rosto se manifesta - e depois no resto, e fim. Fala mais do que eu. Eu, eu sou silêncio; um poema!, ela diz. Ela diz.

9 comentários:

.Leonardo B. disse...

[silêncio está para a vida, como a janela e devida cortina para a vista: tapa o que desejarmos! Mas lá fora, o canto que se entoa pode ser a maravilhosa imprevisibilidade de sentir a vida, ou seja, rua com dois sentidos, entre a palavra, na faixa esquerda ou direita, tanto faz, e o silêncio, na faixa restante.]

um imenso abraço, Priscila

Leonardo B.

Gato Vadio disse...

Reapareci. E, como sempre, quedo-me, estupefacto, estarrecido, pelo teu flanar gracioso, inteligente e profundo pelo universo das emoções e palavras! Reapareci - não espere, desde já, que eu suma, de chôfre... secundar-te-ei, para abastecer minh'alma de beleza! Beijos do amigo Jorge.

Marco A. disse...

Olá Priscila, gostei das páginas e escritos, estarei lhe acompanhando.

Abraços Marco

Graça Pires disse...

O silêncio e as palavras mutuamente se inquirindo.
Um beijo.

Geraldo de Barros disse...

Unir forma e conteúdo é uma tarefa muito difícil, mas Priscila vc fez de uma forma que parecesse fácil.
Fez soar o silêncio onde não havia rima; fez brilhar a beleza onde havia noite.
Revelou um poema da forma mais simples.
Adorei seu texto.

Beijos e um ótimo domingo!

bossa_velha disse...

Oi, Priscila! Gosto do que vejo por aqui, gosto mesmo. Não tenho nada publicado, na verdade terei - o texto da uva (que não está no blog e nem sequer tem um título), numa revista de arte, mas é coisa pequena. Na verdade, o intuito do texto nem era esse: ele foi feito para a disciplina de Literatura Portuguesa (curso Letras), a professora gostou muito e pediu para publicar. No quesito "publicação de livros", nem me passa pela cabeça - pelo menos não até os 25 anos, quem sabe. Não dá para ter certeza. No mês passado participei de um concurso de contos promovido pela universidade (foi a primeira edição do concurso), e ganhei primeiro lugar e uma menção honrosa. A menção honrosa foi com o conto "Crisálida". A experiência foi estranhíssima a ponto de ser complicada de ser comentada aqui.

Fiquei interessada na publicação do teu livro e gostaria de saber mais. Enfim, teria muito mais para falar, mas conversar por aqui é meio limitado. E achei muito curiosa a tal identificação.


Não some!

Márcio Vandré disse...

Existem momentos que são simplesmente momentos.
E não há que ser feita qualquer menção a isso.
Deixa a água correr!
:)
Um beijo, Priscila!

Mai disse...

É um rastro, um lume.

Muito bom!
beijos.

Nexo Grupal disse...

Brilhante!

Mateus Trabelo