terça-feira, 10 de novembro de 2009

aqui

Vim. Olhei pra trás, fiz-me um convite com as mãos, e vim andando. Aos poucos readquiria intimidade e me tocava por alguns segundos - a sensação era de tocar o mundo. Ainda não me confiava em mim, mas achava graça, e era até bonitinho eu ainda desejar aquelas coisas. De repente, não sei o que deu em mim: eu fechei os olhos, eu abri os olhos, eu olhei ao redor, pra frente, e me perdi. Eu vim, sim, mas me deixei pra trás.

5 comentários:

Mai disse...

Teu texto evoca a consciência do que e de quem somos.
Você escreve gostoso e o texto flui fácil.

Obrigada pelo comentário lá no 'inspirar'.
Sempre que desejar visitar-me, sinta-se entre amigos.

Abraços

A Moni. disse...

E quem disse que a onipresença é sobrehumana???

Ser-somos: alma, coração e razão. Em mim, pelo menos, insistem em se dividir: cada um pro seu lado, cada qual com seu querer. E eu bem no meio, a juntar os pedaços.

Às vezes o ritmo é intenso. A gente acaba se deixando pra trás.

Adorei vir até aqui. Vou voltar.

Obrigada pela visita...abraços!

NDORETTO disse...

A dor e o prazer são irmãos, você não acha? Mas a distração é a grande madrinha dos bons sentimentos.Distraia=se e tudo acontece!

( Grata pela visitinha, apareça sempre!)


Neusa
http://poesiarapida.blogspot.com

Nydia Bonetti disse...

A gente se perde e se encontra, o tempo todo... O que não podemos é ficar parados. Aqui, alí, ou lá... a vida acontece.

OBS: Que bom saber da existência dos "Bonetti" em Floripa, prima! :) beijo!

BAR DO BARDO disse...

Entrega, vai!