segunda-feira, 9 de novembro de 2009

soluço

Tipo soluço? É, tipo soluço. Começou do nada e do nada parou. Desconheço causa, só consequência. Amargo agora uma secura: a garganta, descosturada, me recrimina - e não sei o que fiz; foi algo que bebi que a ressaca não curou. Enquanto durou, não foi bom nem ruim; foi interessante. Não tive tempo para julgar, definir isso que me ocorria com estranheza; de modo que não sei se ter acabado foi minha salvação ou se me atira às trevas. Há, ainda, a esperança de que recomece quando eu estiver distraída. O problema é que agora eu só penso nisso.

5 comentários:

Márcio Vandré disse...

Soluço é um disco de vinil arranhado.
Vai e volta, mesma sina.
Uma hora o disco pára de tocar na vitrola.
Outra hora o soluço pára.
E vem outro vinil e continua a música.

Que coisa louca essa vida!
Hahahah!

E nem é desbocada.
Espere para me ver com raiva.
Um beijo!

Henrique Pimenta disse...

uço
o
s l

sueli aduan disse...

Gostei do seu texto, leve/delicado, é preciso muita sensibilidade para as "chamadas trivialidades do viver"
parabéns
abs

Emília Pinto e Hermínia Lopes disse...

Priscila, como vai? estive a dar uma olhada pelos teus textos e parei no prenúncio: resolvei dizer-te que ontem fui ao Porto ver o Gilberto Gil na casa da música, Adoro este cantor, claro, proncipalmente pelas letras. A respeito deste teu texto lembrei-me de uma das músicas que ele cantou « não tenho medo da morte ». Conhece? Claro que deve conhecer; se não, procure a letra; está fantástica! Obrigada pela sua visita ao começar de novo. Fico muito contente quando lá aparece. Um beijinho
Emília

Emília Pinto e Hermínia Lopes disse...

Um soluço é estranho; aparece, não pára, não sabemos como começa; de um momento para o outro vai-se: é assim com tantas coisas, coisas que nos trazem felicidade, coisas que nos começam a atormentar. Perguntamos como chegaram, o motivo e nada...não sabemos explicar por que de repente a felicidade nos bateu à porta e muito menos porque de repente ela se deixou substituir pela sua parente in felicidade; não sei o grau de parentesco...sei que são da mesma família mas muito, muito diferentes. Qualquer dia, mais um soluço e a troca , sem mais nem menos, se desfaz. O remédio, Priscila é andar assim aos soluços, ao sabor da vida.Um beijinho e até breve
Emília